Com Fávaro pressionado, Nininho sai em defesa: “fez seu trabalho em um governo que deixa a desejar”

O deputado estadual Nininho (PSD) afirmou que a suspensão do Plano Safra gerou um impacto negativo e pode prejudicar a permanência de Carlos Fávaro (PSD) no comando do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

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Ele destacou que a situação abre espaço para disputas e cobranças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por aliados, já que a pasta é bastante cobiçada.
“Ficou muito ruim tirar um Plano Safra, que é a economia do nosso país, é relacionado ao agro, no nosso carro chefe. Então, realmente, fica ruim. Eu acho que já existem cogitações, não tenho acompanhado muito, vejo pela imprensa, é o Ministério cobiçado, tem muitos pretendentes, então tem que cuidar muito de movimento para não perder o espaço”, declarou.
Apesar do cenário de incertezas, Nininho saiu em defesa de Fávaro e avaliou que sua gestão foi positiva, principalmente na abertura de novos mercados internacionais para o agronegócio brasileiro.
Ele comentou que a falta de crédito agrícola é reflexo da situação econômica do país e não pode ser atribuída exclusivamente ao ministro da Agricultura.
“Dentro das possibilidades de um governo que eu acho que está deixando a desejar, mas como ministro fez o papel dele, abriu mercados para todos os cantos do país, hoje as nossas exportações estão chegando em muitos países que não chegavam antes. Então, acho que esse é o papel do ministro, não tenho dúvida que ele fez. Agora, algumas situações, a crédito agrícola, FCO, o país está numa dificuldade imensa, não tem recursos, então não adianta a gente querer atribuir ao ministro, isso é uma questão do ministro de Fazenda e do presidente para resolver”, disse.
Sobre as críticas do setor à atuação de Fávaro, Nininho ponderou que muitas delas vêm de um viés político e não necessariamente da análise da sua gestão.
“O agro muito se manifesta pelo posicionamento político, não pela gestão. [Alguns casos] são radicais, que acham que tem que ser contra, que acham que falar mal vai resolver o problema. Não podemos jogar contra nós mesmos. O Fávaro é do Estado, é produtor, indiferente da questão partidária, eu acho que tem que ser tratado com o devido respeito, não pode também querer ignorar o trabalho que ele vem fazendo, defendeu.

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