Max reforça empenho contra moratória e afirma que Assembleia não aceitará medidas que prejudiquem MT

O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi (PSB), declarou que os parlamentares não aceitarão que empresas obtenham benefícios enquanto prejudicam o estado. A afirmação foi feita no contexto da moratória da soja, medida que impede a compra de soja cultivada em áreas desmatadas após 2008 na Amazônia, mesmo que a produção esteja em conformidade com a legislação ambiental brasileira.

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Na semana passada, Russi e uma comitiva de deputados estiveram no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, onde se reuniram com o ministro Flávio Dino para discutir a constitucionalidade da moratória. No encontro, Dino reafirmou que irá realizar uma audiência de conciliação sobre o tema, conforme solicitado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) a pedido do governador Mauro Mendes (União). Por enquanto, foi concedido prazo para que PSOL, Rede Sustentabilidade e PV avaliem a possibilidade de conciliação.

Após a reunião, Max Russi destacou a importância do debate e criticou a decisão de grandes empresas que se recusam a comprar soja de determinadas regiões do estado. “A reunião foi bastante proveitosa, nós estivemos lá representando a Assembleia Legislativa, esteve lá a Aprosoja também, mostramos ao ministro as implicações, os prejuízos que o Estado de Mato Grosso tem com o não cumprimento da lei, porque nós temos no Brasil uma legislação ambiental das mais rígidas do mundo, essa legislação é cumprida pela grande maioria dos nossos produtores”, afirmou.

Russi também argumentou que a moratória representa uma barreira imposta por grandes grupos econômicos sem respaldo legal, impactando a economia local. “Uma decisão de um grupo de grandes empresas que decidem que não vão comprar em algumas regiões do Estado de Mato Grosso prejudica bastante o nosso Estado. Nós não podemos dar benefícios, incentivos para empresas que querem, não através de leis, mas através de uma reunião de grupos, prejudicar Mato Grosso”, declarou o parlamentar.

O presidente da ALMT reforçou que a Assembleia continuará acompanhando a questão e se posicionará contra qualquer medida que afete negativamente o estado. “Falamos sim da moratória da soja, mas não especificamente da moratória da soja. Em qualquer ação, em qualquer medida, o que vier contra os interesses do Estado de Mato Grosso, a Assembleia vai estar vigilante, vai estar acompanhando e não vai aceitar. Não vamos aceitar que empresas tenham benefícios e prejudiquem o nosso Estado para atender interesses da Europa, de outros países, de grupos econômicos financeiros grandes que têm interesse de não ver o Estado de Mato Grosso se desenvolver”, concluiu.

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