Abilio cita imbróglio e reforça que por ele, CS Mobi já teria deixado estacionamento rotativo de Cuiabá

O prefeito Abílio Brunini (PL) classificou como um “imbróglio” o contrato firmado entre o município e a empresa CS Mobi, responsável pela gestão do estacionamento rotativo na capital.

Leia também
Abilio quer método Montessoriano em metade das escolas de Cuiabá até o fim do mandato
“É um imbróglio, porque esse contrato é ruim para o município, porque a gente fica responsável por pagar pelas vagas usando ou não. Então, se tiver as vagas e não houver ninguém usando, temos que pagar por elas”, declarou em entrevista ao podcast do jornalista Andersen Navarro.
A concessão, com duração de 30 anos, foi estabelecida durante a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). No entanto, Abílio questiona os termos do acordo, que estipula um pagamento mensal de aproximadamente R$ 650 mil da Prefeitura para a empresa.
“Isso não é bom para o município, faltou uma forma que prezasse por defender o interesse público, não só o interesse da empresa”, criticou o prefeito.
Ele defende a necessidade de ajustes no contrato e afirma que, se dependesse dele, a empresa não estaria mais operando na cidade. “Então, vamos ter que reajustar para achar uma solução para isso. Por mim, já teria tirado a empresa daqui, porque não vejo interesse público nenhum”, acrescentou.
Apesar das críticas, Abílio pondera que a rescisão do contrato não pode ser feita de maneira arbitrária. 
A Câmara Municipal instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no contrato. O presidente, vereador Rafael Ranalli (PL), destacou que o valor mensal de R$ 650 mil tende a aumentar ao longo do tempo, podendo chegar a quase R$ 2 milhões por mês a partir de 2030.
Embora não haja uma definição sobre o rompimento do contrato, Abílio afirmou que, caso encontre brechas legais, buscará encerrar a parceria com a CS Mobi. “Se eu puder, com certeza”, disse.

Fonte


Publicado

em

por

Tags: