Abilio rebate governo e atribui superlotação na Santa Casa à propaganda do Estado

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), contestou as declarações do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, sobre a superlotação do pronto atendimento pediátrico da Santa Casa. A unidade, que teve o atendimento infantil suspenso pela segunda vez em poucos dias, foi apontada por Figueiredo como reflexo da baixa resolutividade da rede municipal de saúde. Segundo o secretário, a situação só será solucionada com melhorias na eficiência do atendimento no município.

Abilio, no entanto, atribuiu a alta demanda na Santa Casa à propaganda realizada pelo próprio governo estadual, que divulgou o hospital como referência no atendimento infantil. O prefeito enfatizou que a população busca a unidade por conta dessa divulgação e afirmou que o município possui estrutura suficiente para atender as crianças na rede própria.
“Primeiro, a gente não tem como segurar quem vai para a Santa Casa. Se ela for porta aberta, vai receber toda a população cuiabana. Como o governo do estado fez um grande marketing em cima da Santa Casa, dizendo que seria praticamente um hospital infantil de referência, os pais que querem esse tipo de atendimento vão para lá”, declarou Abilio.
O gestor destacou que a prefeitura oferece atendimento pediátrico em outras unidades de saúde e orientou a população a procurar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). “Nas nossas UPAs, temos dois médicos para atender crianças em cada uma delas e, na Policlínica do Pedra 90, também há médicos disponíveis. As unidades básicas de saúde, que atendem a maioria dos casos de demanda espontânea, estão organizadas para esse tipo de atendimento”, afirmou.
Abilio também ressaltou que, no período noturno, quando a maioria dos pais busca atendimento para os filhos, as unidades básicas de saúde estão fechadas, o que leva parte da população a procurar a Santa Casa. “Isso foi uma construção que o próprio Estado fez ao divulgar inúmeras vezes que a Santa Casa seria o melhor hospital para atendimento público infantil. A propaganda atraiu um número elevado de pessoas. Mas a gente não está encaminhando ninguém”, reforçou.
O prefeito também questionou a estrutura da Santa Casa para atendimento infantil de urgência e emergência, afirmando que a unidade não tem capacidade para um grande volume de pacientes. “A recepção é pequena, a triagem tem uma equipe reduzida e não há uma sala específica para medicação. O setor pediátrico é pequeno e conta com apenas três médicos pediátricos por plantão. Enquanto isso, nas nossas UPAs, há dois médicos por unidade, totalizando um número maior de profissionais”, explicou.
Por fim, Abilio reafirmou que a rede municipal tem condições de absorver a demanda e pediu que os pais priorizem o atendimento nas unidades municipais. “Se o Estado não puder atender, como está tentando mudar a sua finalidade, basta esclarecer isso à população. No município, temos infraestrutura para atender as crianças e orientamos que os pais busquem as nossas UPAs e unidades básicas de saúde”, concluiu.

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