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“Acho que a Secretaria de Justiça deveria imediatamente instaurar um inquérito para ver quem que autorizou. Se entrou lá é porque a Secretaria permitiu, porque os agentes permitiam, não era para entrar. Como que entra com um produto desse? Entrou porque eles permitiram”, ressaltou.
Botelho também comentou sobre a audiência pública que convocou para discutir o assunto, na qual serão ouvidos policiais penais, representantes da Justiça e da Secretaria de Justiça. Além disso, Botelho sugeriu que uma comissão fosse criada para realizar visitas aos presídios, a fim de entender a situação de perto.
Embora a questão seja controversa, o deputado não se posicionou de forma definitiva contra os mercadinhos.
“A princípio, somos contra. Agora, nós precisamos ouvir realmente de todos os lados, para que o deputado tenha uma decisão isenta do sentimento popular”, disse.
A questão dos mercadinhos nas unidades prisionais tem sido motivo de controvérsia. O governador Mauro Mendes (União) vetou funcionamento argumentando que os mercadinhos fortalecem financeiramente facções criminosas e ampliam o poder do crime organizado dentro e fora das penitenciárias.
Já o Judiciário, representado pelo desembargador Orlando Perri, supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-MT), tem um posicionamento diferente. Ele defende que as cantinas não devem ser extintas, mas sim administradas pelo Conselho da Comunidade da Execução Penal.
Para o magistrado, o problema atual não está na existência dos mercadinhos, mas na má gestão e no controle desses estabelecimentos por pessoas erradas, o que compromete o propósito das cantinas dentro do sistema prisional.

Botelho sugere punição para quem autorizou entrada de produtos de luxo em mercadinhos de presídios: ‘como deixaram?’
O deputado estadual Eduardo Botelho (União) defendeu a instauração de inquérito para punir os policiais penais que autorizaram a entrada de produtos supérfluos e de luxo, como cuecas de marcas famosas, chocolates e Nutella, em mercadinhos internos de unidades prisionais de Mato Grosso.
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