Faiad diz que perda da Seaf e oferta ao PL impacta discussão com Mendes para 2026

O advogado Francisco Faiad, presidente do diretório do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Cuiabá, afirmou que a perda da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf) tem impacto nas discussões políticas com o grupo do governador Mauro Mendes (UNIÃO) para as eleições de 2026. 

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A pasta era comandada por indicados do MDB, mas o último secretário, Luluca Ribeiro, foi exonerado após ser alvo de uma operação que investigava um suposto esquema de emendas parlamentares na secretaria.
Segundo Faiad, a perda da Seaf influencia as negociações sobre o apoio do MDB ao governador nas eleições de 2026. “Tem peso, tem peso para alguma discussão com o Mauro Mendes”, declarou em entrevista nesta sexta-feira (21). 
Ele também admitiu que a decisão do governo de oferecer a pasta ao Partido Liberal (PL) pode abalar a relação do MDB com o Executivo estadual. “Sem dúvida nenhuma [abala as relações entre MDB e Mendes], até porque nós tínhamos uma secretária e perdemos essa secretaria”.
Antes do primeiro turno da eleição municipal, em 2024, o governador Mauro Mendes ofereceu ao Partido Liberal o comando da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf). 
Quem revelou essa oferta foi o presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, durante o evento da AMM e do TCE. Na ocasião ele disse ter recusado a oferta. De acordo com ele, o Partido Liberal avaliou melhor não compor o quadro da administração estadual naquele momento, apesar de ter interesse em uma aproximação política com o grupo do governador,
No entanto, Faiad ressaltou que não há conversas sobre um rompimento formal entre o partido e o governo. “Até agora não houve nenhuma conversa oficial nesse sentido”. 
A deputado estadual Janaina Riva, o deputado estadual Dr. João e Thiago Silva são do MDB e da base de apoio de Mendes na Assembleia. Lula Ribeiro, último comandante da Seaf pelo MDB, foi indicado pela deputada Janaina Riva. 
Questionado se houve injustiça na retirada do MDB da Seaf, ele respondeu: “[O governador] deve ter tido os motivos dele, que até agora não foram colocados para o partido”.
 

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