Mirando acabar com Empresa Cuiabana de Saúde, Abilio quer compartilhar gestão do HMC e São Benedito com SMS

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou que enviará à Câmara de Vereadores um projeto para acabar com a exclusividade da gestão hospitalar dos hospitais municipais pela Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), compartilhando a administração com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A medida é mais um passo na transição para a extinção da ECSP, promessa de campanha do gestor.

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“A gente está mandando para Câmara também uma alteração em um artigo da lei da criação que dá exclusividade de gestão à empresa Cuiabana, para que a gestão possa ser compartilhada, não só os postos de trabalho, mas a gestão também”, disse Abilio, na manhã desta segunda-feira (17), na Praça Alencastro, durante a cerimônia do Juramento da Bandeira e entrega de certificado de dispensa militar.
De acordo com ele, a Reforma Administrativa já havia dado um passo no sentido de acabar com a Empresa Cuiabana de Saúde ao tornar compartilhado os postos de trabalho. Com isso, uma pessoa que faz concurso para a SMS poderá trabalhar no Hospital Municipal de Cuiabá (o novo pronto-socorro), e também no Hospital São Benedito.
A Empresa Cuiabana de Saúde Pública foi criada em 2013, sob a gestão do então prefeito Mauro Mendes, na esteira da criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), em 2011, como uma alternativa de dar mais eficiência na administração das unidades de saúde.
Entretanto, durante a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro, a Empresa Cuiabana de Saúde foi alvo de várias Operações Policiais devido a escândalos de corrupção. A mais recente foi a Operação Oráculo, deflagrada em 2024, promovida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), que resultou em busca e apreensão, bloqueios de bens e sequestro de valores acima de R$ 700 mil.

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