Botelho cita imagens de tortura de presos e pede audiência pública antes da votação do veto ao mercadinhos

O deputado estadual Eduardo Botelho (União) afirmou que recebeu videos de presidiários sendo torturados dentro do sistema prisional de Mato Grosso e apresentou requerimento de audiência pública para ampliar o debate sobre o tema antes da votação do veto do governador Mauro Mendes (União) a um trecho da na lei 12.792/2025, a Lei de Tolerância Zero dentro dos Presídios em MT, que permitia a existência dos mercadinhos dentro dos presídios. 

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”Sim. Eu creio que o governo está sabendo também. Nós já fomos comunicados pelo desembargador [Orlando Perri], inclusive mostrando vídeo de pessoas que foram torturadas lá dentro. Então, tudo isso são situações que virão nesse debate. […] Com certeza [vamos fazer] uma audiência pública para discutir”, disse Botelho, ao final da reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa, na terça-feira (18). Nesta quarta (19), Botelho apresentou o requerimento.  
O vídeo faria parte do relatório do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), presidido pelo desembargador Orlando Perri, sobre a Penitenciária Central do Estado (PCE). O relatório endossa o argumento do GMF de que o Estado não tem dado garantias mínimas necessárias para que não existam mercados dentro dos presídios e vai além, ao denúnciar tortura.
Por outro lado, as autoridades do governo do Estado, como o governador Mauro Mendes (União), sempre se manifestaram afirmando que é oferecido todo o necessário aos detentos e, casos de erros são exceções a serem corrigidas, mas não a regra. Botelho, que preside da CCJ, comissão que vai avaliar o veto do governador antes dele ir a plenário, quer entender a situação das unidades prisionais.
“Eu não duvido nem do governador, mas também não dúvido do desembargador. […] Vamos abrir discussão, abrir uma fala com o desembargador, estou pensando até em antes de votar fazer uma audiência pública para discutir isso, termos mais entendimento disso. É lógico que é grave, se você tem falta de tudo, se tem condição sub humana”, disse Botelho

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