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“De forma alguma. Se houvesse vazamento, a operação não teria sido um êxito apreendendo celular, apreendendo armamento, tudo que precisa ser necessário apreender para comprovar que essas pessoas estavam de fato envolvidos na operação”, afirmou Fábio Garcia, em entrevista na manhã desta sexta-feira (7), no evento da posse de Deosdete Cruz Júnior como desembargador do Tribunal de Justiça.
Wailson Alessandro era lotado na Casa Militar, órgão responsável pela proteção do alto escalão do governo do Estado, e pediu exoneração no dia 27 de março. Devido ao feriado prolongado do carnaval, a publicação da exoneração do policial militar a pedido foi publicada nesta quarta-feira (5), um dia antes da operação, que foi deflagrada na quinta-feira (6).
“Se precisar cortar na própria carne, como o próprio governador disse, nós vamos cortar. […] Mas, o importante, é que estamos desvendando mais um crime no Estado de Mato Grosso, em Cuiabá”, completou Fábio.
A Office Crime deu continuidade às investigações da morte do advogado Renato Nery, um assassinato causado por disputa de terreas. Foram cumpridos seis mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão, sendo que um deles foi cumprido na base da Rotam.
Durante a operação, foi apreendida a arma utilizada para matar Renato Nery. Os policiais civis também identificaram a rota de fuga usada pelo executor do crime, bem como a motocicleta usada, que foi apreendida.
Renato foi assassinado no dia 5 de julho do ano passado, enquanto chegava ao escritório dele, na Avenida Fernando Correa da Costa. Ele foi atingido por pelo menos sete tiros, sendo que alguns atingiram a cabeça do advogado.
Desde então, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realiza buscas pelos suspeitos envolvidos no crime. Durante a investigação, foi confirmado que o ex-presidente da OAB-MT foi morto por envolvimento nos processos de disputa de terra.

Se houvesse vazamento, a operação não teria sido um êxito, afirma chefe da Casa Civil sobre exoneração de PM
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), negou qualquer possibilidade de que a publicação da exoneração do cabo PM Wailson Alessandro Medeiros Ramos, um dia antes da operação Office Crime, tenha sido motivada por vazamento de informação. De acordo com ele, o sucesso da ação policial é o suficiente para descartar a possibilidade.
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