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“O que posso garantir é que nada fica debaixo do tapete, poeira não ficará. Se alguém fez alguma coisa errada, será punido exemplarmente, estando no gabinete do governo ou estando fora. Servidor público ou não, se fez alguma coisa errada no estado de Mato Grosso será punido”, afirmou Garcia, na manhã desta sexta-feira (6).
De acordo com ele, não é possível ao governo controlar o que os servidores públicos fazem fora do serviço e, mesmo quando se toma precauções, como a análise de carreira e antecedentes, pessoas podem surpreender de maneira negativa.
“Na verdade, a gente fica chateado que um cidadão, um ser humano se dispor a fazer isso mesmo passando por todo treinamento que um policial passa. É uma infelicidade que acontece, porém não conseguimos controlar o que todas as pessoas fazem no seu trabalho”, disse o secretário.
O cabo PM preso tata-se de Wailson Alessandro era lotado na Casa Militar, órgão responsável pela proteção do alto escalão do governo do Estado, e pediu exoneração no dia 27 de março. Devido ao feriado prolongado do carnaval, a publicação da exoneração do policial militar a pedido foi publicada nesta quarta-feira (5), um dia antes da operação Office Crime ser deflagrada na quinta-feira (6).
A Operação Office Crime deu continuidade às investigações da morte do advogado Renato Nery, um assassinato causado por disputa de terreas. Foram cumpridos seis mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão, sendo que um deles foi cumprido na base da Rotam.
Durante a operação, foi apreendida a arma utilizada para matar Renato Nery. Os policiais civis também identificaram a rota de fuga usada pelo executor do crime, bem como a motocicleta usada, que foi apreendida.
Renato foi assassinado no dia 5 de julho do ano passado, enquanto chegava ao escritório dele, na Avenida Fernando Correa da Costa. Ele foi atingido por pelo menos sete tiros, sendo que alguns atingiram a cabeça do advogado.
Desde então, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realiza buscas pelos suspeitos envolvidos no crime. Durante a investigação, foi confirmado que o ex-presidente da OAB-MT foi morto por envolvimento nos processos de disputa de terra.

Nada ficará de baixo do tapete, garante chefe da Casa Civil após operação
O secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), garantiu que o governo do Estado trabalha para punir qualquer servidor que cometa algum crime, estando no gabinete do governador ou não. A declaração faz referência a prisão de um cabo da Polícia Militar que foi lotado na Casa Militar.
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