Leia também
Mauro critica STF por barrar lei contra invasores de terras e defende mesma punição dos golpistas do 8 de Janeiro
“Nossos políticos são hipócritas. O Congresso Nacional passa o ano inteiro discutindo emendas parlamentares, como se esse fosse o grande papel das duas casas legislativas, enquanto as leis estão inadequadas e a população vive aprisionada. Quem pode vai para um condomínio, compra um carro blindado. O Brasil é o país do mundo onde mais se vende carro blindado”, afirmou Mendes.
O governador comparou os níveis de violência do Brasil a conflitos armados e responsabilizou o Congresso pela situação. “Aqui se mata mais gente do que em muita guerra no planeta. Tudo isso acontece porque o Congresso é omisso. Se tem juiz que interpreta mal a lei, que se faça uma lei mais clara e condizente com a realidade”, argumentou.
Mendes afirmou que a segurança pública pode piorar caso o Estado não adote medidas mais firmes. “Os bandidos estão avançando, enquanto o Estado brasileiro bate cabeça. Já banalizamos a insegurança pública no Brasil. Todos os dias as pessoas são assassinadas, mas se algum policial comete um erro, já vi campanhas sendo feitas contra a Polícia Militar”, disse.
Para o governador, a discussão sobre a segurança pública pode gerar uma oportunidade para mudanças na legislação. “O Congresso fica adormecido, é muito movido pelo apelo popular. Me parece que essa história da segurança pública está ganhando grande repercussão e vai abrir uma janela de oportunidade para fazermos a coisa certa neste país. Se não fizermos, cada vez mais vamos sofrer com isso”, concluiu.

Mauro afirma que políticos são “hipócritas” e cobra Congresso por reformulação do Código Penal
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), voltou a criticar a ineficiência do Congresso Nacional e defendeu a necessidade de um novo Código Penal para combater a criminalidade. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, na manhã desta terça-feira (11), ele afirmou que a classe política “banalizou a insegurança” e que a população está desprotegida diante do avanço da criminalidade.
por
Tags: