Padeiro afirma que Emanuel atrapalhou projeto do BRT em Cuiabá: “brigava para não ter a obra”

O secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Padeiro, atribuiu às ações judiciais movidas pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) contra as obras do BRT em Cuiabá como um dos principais motivos para o atraso no andamento do projeto na capital. O emedebista era favorável à conclusão das obras do VLT. 

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Embora tenha admitido que a empresa não performou bem, o chefe da pasta destacou que as idas do ex-prefeito à Justiça para barrar as obras contribuíram para o atraso no cronograma original de entrega do modal, previsto para outubro de 2024.
“O artista [Emanuel] aqui, desculpe. O ex-prefeito brigava de manhã, de tarde e de noite para não ter a obra dentro de Cuiabá”, disparou Padeiro. “A grande verdade é que ela [empresa] não performou também e todo mundo teve seus problemas, principalmente quem? Quem não autorizou a dar seguimento. ‘Pô’, a empresa teve equipamento levado, equipamento preso. Ninguém queria trabalhar. As pessoas vinham para cá com problema.
“‘Pô’, como nós vamos cumprir esse contrato? O cara entrava como ação no Tribunal de Contas. À noite, entrava como ação no Tribunal Regional Federal. No outro dia, entrava como ação no Superior Tribunal de Justiça”, completou. 
Padeiro ressaltou que um contrato nos moldes do BRT, estimado em aproximadamente R$ 500 milhões, exige segurança jurídica para a execução dos trabalhos. Sem isso, diz ele, é praticamente impossível dar seguimento a uma obra desse porte. 
O secretário descartou ainda que os atrasos ocorridos nas obras tenham decorrido de possíveis mudanças ou alterações no projeto original feitas pela Sinfra. De acordo com o ele, a pasta somente atendeu a pedidos como, por exemplo, de comerciantes e empresários de Várzea Grande, que fizeram pressão para que o BRT não passasse pela avenida Couto Magalhães, centro comercial da cidade. 
“Não houve alteração do projeto”. “A Sinfra o que ela fez foi: A população de Várzea Grande não quis Couto Magalhães não quis, Filinto Muller. Então, não fomos nós. Não fomos nós que mexemos nisso”. 
Os trabalhos do BRT iniciaram-se em 24 de outubro de 2022 e tinha prazo para ser entregue em 13 de outubro de 2024. Contudo, apenas 18% da obra foi concluída até a data da rescisão do acordo.
O contrato com o Consórcio Construtor BRT foi descontinuado após atrasos na execução das obras. Após um acordo com o governo, a empresa vai finalizar o empreendimento até as proximidades do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), na Avenida do CPA.
Em caso de novo atraso ou quebra do acordo, o governo irá aplicar uma multa de R$ 52 milhões à empresa, afirmou o secretário. Questionado após audiência se há prazo estipulado para lançamento do novo edital, o comandante da Sinfra admitiu que não. Contudo, garantiu que será “bem rápido”.

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