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“Avalio que o Estado de Mato Grosso está bonito no pedaço, porque fez o maior leilão rodoviário da história do Brasil. Leiloou 1.308 quilômetros num dia só, quatro lotes, nove participantes, 14 propostas apresentadas, briga para cá, briga para lá, e nós saímos como um vencedor”, informou Padeiro nesta segunda-feira (17) pela manhã, em entrevista após audiência pública realizada na Assembleia na qual tratou sobre o andamente das obras do BRT.
De acordo com o chefe da pasta, esse é recado da pungência do Estado de Mato Grosso. [É sinal de que esse Estado está crescendo, sinal de que esse Estado vai continuar crescendo, sinal de que nós estamos no rumo certo”, disse. “Não é à toa que em 2019 saímos de 64 milhões de toneladas e vamos entrar nessa safra 2024/2025 com mais de 100 milhões de toneladas. Isso representa o quê? Representa pungência”.
Contudo, não houve ofertas para os lotes 3 (161 km em Cuiabá, Acorizal, Jangada e Rosário Oeste) e 6 (634 km entre Campo Grande e Sinop). Ao todo, eram previstos R$ 2,96 bilhões de investimentos para esses dois trechos.
Segundo Padeiro, os lotes foram retirados para uma reanálises por conta de muitos questionamentos feitos no edital. Ele disse que isso deve ser resolvido em 30 dias e que, após a resolução dos entraves, ambos os blocos podem ser disponibilizados para um novo leilão.
“Os lotes retirados foram para novas avaliações por problemas de muito questionamento com relação à rodovia com ferrovia, rodovia e ferrovia. Muito questionamento, que a Sinfra não vê esse problema. E o outro com relação aqui à [Estrada] Guia, muita pergunta com relação à conclusão da BR-163 de Rosário até Várzea Grande, que poderia tirar muito tráfego da 163. Então nós estamos analisando” , explicou o secretário.
Empresas vencedoras e valores
- Lote 1 (237 km das rodovias MT-160/220/242/338, entre Juara e o distrito de Ana Terra, em Tapurah): arrematado pela empresa V.F. Participações, com um desconto de 8,5%, resultando em uma tarifa de R$ 11,67.
- Lote 2 (418 km de rodovias em Campo Novo do Parecis, Diamantino, Nova Marilândia, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Santo Afonso e Tangará da Serra): concedido para o Consórcio Rota da Produção, com um desconto de 2,3%, fixando a tarifa em R$ 10,49.
- Lote 5 (308,3 km das rodovias MT-020/326, abrangendo Água Boa, Campinápolis, Canarana e Paranatinga): arrematado pela CS Infra, que ofereceu um desconto de 8,33%, resultando em uma tarifa de R$ 12,02.
- Lote 8 (344 km das MTs-170/220/320, entre Brasnorte e Juína): conquistado pela Monte Rodovias S.A., com um desconto de 9,1%, fixando a tarifa em R$ 12,15.
