Mauro nega ter ido a ato pró-anistia com ‘objetivo político’ e diz que foi se posicionar contra penas “desproporcionais”

O governador Mauro Mendes (UNIÃO) negou, em entrevista nesta quarta-feira (19), que sua ida ao Rio de Janeiro no último domigno (16) para o ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PT) pedindo anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro tenha o objetivo de fortalecer alianças políticas para as eleições de 2026. 

Leia também
Dilemário propõe ampliar tempo de tolerância em estacionamentos de shoppings: ‘virou máquina de arrecadação’

Mauro, que é tido como nome certo para concorrer a uma das duas vagas ao senado no próximo ano, afirmou que compareceu à manifestação porque sentiu-se no dever de se posicionar contra as penas que considera “desproporcionais” aos condenados pelo ataque na Praça dos Três Poderes. 
Além de Mendes, marcaram presença no ato – realizado na praia de Copacabana – outros governadores e deputados federais e estaduais ligados ao ex-presidente. O público, porém, ficou aquém das expectativas: 18,9 mil pessoas, segundo o Monitor de Debate Público do Meio Digital da Universidade de São Paulo (USP). 
Questionado nesta quarta-feira (19) se houve motivação política em sua ida ao Rio de Janeiro, o governador Mauro Mendes negou. Ele disse que, em hipótese alguma, aprova os atos de vandalismo e ressaltou que “qualquer pessoa de bom senso não pode aprovar nenhum tipo de invasão em propriedade privada ou pública e os atos de destruição têm que ser penalizados.
“Entretanto, a pena que está sendo é muito desproporcional e nós sabemos disso. Então eu fui ali porque eu me senti no dever. Eu sempre assumo com muita clareza e com tranquilidade as minhas posições de assumir e apoiar aquele ato que tem esse objetivo de reposicionar o que está acontecendo em termos de penalização”, disse o governador nesta quarta-feira (19).   
Ele afirmou que recebeu com bastante tranquilidade elogios feitos pelo ex-presidente Bolsonaro, mas ponderou que tem procurado evitar antecipar o debate eleitoral de 2026, porque está focando nos importantes desafios na gestão.
“Mas eu não fui lá com esse objetivo [eleitoreiro]. E qualquer elogio, qualquer menção de qualquer autoridade que ela seja boa pra mim, mas acima de tudo, é boa pra Mato Grosso. Eu represento aquilo que todos nós fazemos, a força desse estado e de cada um que de alguma forma contribui para que isso aconteça”.

Fonte


Publicado

em

por

Tags: