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O crime foi flagrado por uma câmera do circuito de segurança do estabelecimento, que flagrou o momento em que Elias se aproxima da vítima e, após um breve diálogo, saca uma arma e efetua um disparo contra Claudemir, que tenta fugir, mas cai ferido. O atirador fugiu do local em uma motocicleta, mas foi localizado e preso pelas forças de segurança. Ele confessou o crime e foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento.
Diante da repercussão do caso, a deputada destacou que, embora as escolas cívico-militares tenham apresentado bons resultados no ensino, é fundamental que haja um critério mais aprimorado na escolha dos militares que assumem funções de gestão.
“As escolas cívico-militares em Mato Grosso têm mostrado resultados positivos e hoje são referência de qualidade do ensino. No entanto, essa situação evidencia a urgência de um critério rigoroso na escolha dos militares que atuarão nas escolas cívico-militares”, afirmou a deputada em suas redes sociais.
Ela ressaltou ainda que é responsabilidade do governo garantir que esses profissionais estejam devidamente qualificados e possuam um histórico adequado para a função.
“Não podemos permitir que a segurança e a educação dos nossos alunos sejam colocadas em risco por escolhas inadequadas. Portanto, vou solicitar esclarecimentos da Secretaria de Educação sobre como estão sendo selecionados esses profissionais e as medidas que estão sendo tomadas para avaliar o histórico e a capacidade dos militares em funções de diretoria.”
Após o crime, a Seduc e o Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso informaram, por meio de nota, que Elias foi afastado do cargo de diretor da escola. A Polícia Civil instaurou um inquérito policial (IP) para investigar a morte. O militar passará por audiência de custódia.

Após morte, Janaina quer que Seduc esclareça seleção de diretores de escolas cívico-militares
A deputada Janaina Riva (MDB) anunciou que encaminhará um documento à Secretaria de Educação (Seduc) solicitando esclarecimentos sobre os critérios adotados para a seleção de militares que ocupam cargos de direção em escolas cívico-militares. A iniciativa surge após o assassinato de Claudemir Sá Ribeiro, de 26 anos, na noite de domingo (23), em um bar na avenida Tarumã, em Colniza (1.057 km de Cuiabá). O suspeito do crime, Elias Ribeiro da Silva, de 54 anos, é policial militar aposentado e ocupava o cargo de diretor da Escola Militar Tiradentes.
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