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Em fevereiro, Crespani e Silva requereram a validação dos acordos que firmaram com o Ministério Público, que, por sua vez, os acusa de desviarem quantias milionárias da Conta Única do Estado de Mato Grosso.
Segundo denúncia, Giovani, do ramo de postos de combustíveis, recebeu via a empresa Boa Fomento Mercantil valores desviados da Conta, via aplicativo BB PAG, que totalizou o montante de R$ 2.381.578,37, retendo para si o percentual de 5%, ou R$ 400 mil.
Marcos teria emprestado dados da sua empresa para receber valores do Governo. Ele teria ligação com Crespani, o qual cedeu dados da Boa Fomento para inserção de autorização de pagamento no sistema de aplicativo de pagamentos do BB PAG, decorrentes de compromissos financeiros inexistentes, de modo a promover o desvio e apropriação de recursos públicos, por 9 vezes, que totalizou o montante de R$ 2.3 milhões.
Para se livrarem das penas dos crimes de desvio de bens, lavagem de dinheiro e associação criminosa, eles firmaram acordo com a Justiça. Crespani se comprometeu a devolver R$ 611 mil em 47 parcelas. Já Marcos garantiu que devolverá R$ 341 mil. Eles também deverão comparecer mensalmente em juízo, atualizando os respectivos dados. Em caso de descumprimento, voltarão a responder a ação penal.
As cláusulas do pacto, então, foram homologadas pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra em audiência perante a 7ª Vara Criminal, realizada na semana passada.
Consta da inicial que eles integravam quadrilha formada com a finalidade de desviar recursos da conta única do Estado de Mato Grosso “funcionava como pirâmide, cuja base era composta apenas pelas pessoas que cediam as contas bancárias e tinham participação nos valores auferidos”, entre elas a empresa Boa Fomento Mercantil.
Acima dessa base, encontrava-se os agentes, cuja tarefa era agregar mais contas bancárias a serem utilizadas para os desvios”. “E no topo, os agentes que atuavam o sistema BB PAG” na inserção de dados e autorização de pagamento, bem como ocultação dos dados após a efetivação dos pagamentos dos valores fraudulentos.
Estima-se prejuízo de R$ 101 milhões aos cofres públicos. Foram denunciados Juércio Antonio Marque – foi presidente da Coopercon 2005-2011, Plinio Alexandre de Amorim Marques – sócio das empresas Central Assessoria de Treinamento LTDA e IND. COM. Espumas e Colchões Cuiabá LTDA, Néia Araujo Marques – sócia das empresas Central Assessoria de Treinamento LTDA e IND. COM. Espumas e Colchões Cuiabá LTDA.
Ainda José Ribeiro Neto – sócio na empresa Instituto Baguari, Wockton Santos Pereira – sócio na empresa Instituto Baguari, Claumir Tomazi – foi cooperado e membro do conselho fiscal da Coopercon nos períodos 09/2005 à 03/2006 e 03/2007 à 03/2010. Figura como sócio proprietário da empresa Agropecuária Trincheira.
Rosa de Castro Melo – ex esposa de Claumir Tomazi, Victor Castro Tomazi – filho de Claudir Tomazi, Elaine Cristina Batista Tomazi – atual esposa de Claumir, Ari Lindemann Junior – sócio na empresa Agropecuária Trincheira.
Adauri Angelo da Silva – esposo de Terezinha Dias da Silva; Alex Angelo Dias da Silva – filho de Adauri Angelo e Terezinha Das da Slva, proprietário da empresa A. A. Dias da Silva LTDA ME., Terezinha Dias da Silva – recebeu R$ 278.661,00 oriundos da Assut, Evanildes Dias Leite – recebeu R$ 278.661,00 oriundos da Assut.
Marco Paolo Picone – atuava com Claumir Tomazi, Gleice Pinto da Silva Picone – esposa de Marco Paolo e sócia da empresa GPS Cpmércio e Serviços LTDA, Marco Paolo Picone Junior – filho de Marco Paole Picone, sócio da empresa GPS Comercio e Serviços LTDA, Lucival Candido Amaral – proprietário das empresas LD Fomento Mercantil e LCA Fomento Mercantil, Djalma José Alves Neto – filho de Lucival Candido Amaral e sócio da empresa LD Fomento Mercantil LTDA.
Marleide Oliveira Carvalo, Alexandre Anderson Carneiro, João Pires Modesto, Gabriel Nogueira Marqueto, Silvio da Silva Rondon, Waldir Aparecido Taques, Clarisse Aparecido Schmitt Basso, Rafaela Schimitt Basso, Gonçalo Rodrigues de Almeida, Antonio Marques de Pinho, Marinete Ferreira Alves, Celso Alves Pinho e Neida Terezinha Dadalt.

Empresários denunciados em esquema de R$ 101 milhões devolvem menos de R$ 1 mi e se livram de ações
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, homologou acordos de não persecução penal e livrou os empresários Giovani Crespani e Marcos Rosendo da Silva das penas do esquema desarticulado pela Operação Vesperio, que lesou os cofres do estado em R$ 101 milhões. Eles se comprometeram a devolver quase R$ 1 milhão aos cofres públicos. Homologações foram publicadas no diário desta segunda-feira (24).
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