PL propõe isenção de impostos para comerciantes afetados por obras do BRT; proposta é rejeitada por Abilio e CCJR

A Câmara de Cuiabá está analisando um projeto de lei que autoriza a prefeitura a conceder isenção ou redução temporária do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para comerciantes diretamente afetados pelas obras de implantação do Bus Rapid Transit (BRT) na capital.

Leia também
Câmara de Várzea Grande cria novos cargos com salário de até R$ 7,1 mil e aumenta verbas indenizatórias

A proposta, de autoria do vereador Jeferson Siqueira (PSD), busca mitigar os prejuízos econômicos enfrentados pelo setor comercial, especialmente em regiões como a Avenida Rubens de Mendonça (CPA) e vias adjacentes.
De acordo com a justificativa do projeto, as obras têm causado redução de 30% a 40% no faturamento das empresas, segundo levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cuiabá.
O texto estabelece que a prefeitura definirá os critérios para a concessão do benefício, considerando o grau de impacto financeiro sofrido por cada estabelecimento. Para isso, os comerciantes deverão comprovar as perdas por meio de documentos financeiros.
A isenção ou redução terá validade inicial de 12 meses, podendo ser prorrogada por igual período mediante avaliação dos efeitos das obras no comércio local.
A proposta também prevê a criação de um comitê multissetorial para monitorar os impactos das intervenções urbanas e avaliar a necessidade de prorrogação dos benefícios fiscais.
‘Natimorta’
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que não pode reduzir ou conceder isenção de impostos para os comerciantes diretamente afetados pelas obras do BRT.
Ele explicou que o município enfrenta dificuldades financeiras e que qualquer medida nesse sentido poderia comprometer os cofres da prefeitura.
Abílio destacou que, apesar da boa intenção do parlamentar, a proposta invade a competência do Poder Executivo e, por isso, já nasce “natimorta”.
Rejeição
Na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) a proposta recebeu parecer pela rejeição pelo vereador Daniel Monteiro (Republicanos), relator do projeto. No seu voto, ele destaca que é admissível a iniciativa de concessão de isenção tributária, no entanto, era necessário o anexo do estudo de impacto orçamentário e financeiro, o que não consta no projeto.
“Frisa-se que, ainda que o projeto de lei tivesse sido proposto pelo Executivo Municipal, tais requisitos deveriam ser cumpridos e os documentos necessários apresentados”, diz trecho do voto que declarou a iniciativa inconstitucional.
O voto foi acompanhado pelos demais membros da comissão, Samantha Iris (PL) e Marcrean Santos (MDB). O parecer vai ser votado no plenário nesta terça-feira (25). Caso seja derrubada, a proposta continua tramitando, caso contrário será arquivada.

Fonte


Publicado

em

por

Tags: