Juíza mantém militares que assassinaram homem suspeito de agredir esposa réus por homicídio

A juíza Helícia Vitti Lourenço manteve o policial militar Thiago Vinicius Ferreira de Oliveira réu pelo homicídio de Maycon dos Santos, ocorrido em 2021, na capital. Na mesma ordem, a magistrada designou audiência de instrução para ouvir o réu e seu parceiro Maicon Robert Almeida Lino.

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Maycon foi executado por Thiago na madrugada do dia 1º de outubro daquele ano, durante uma ocorrência de violência doméstica no bairro Jardim Vitória.
O episódio ocorreu por volta das 4h. De acordo com informações da PM, uma equipe foi acionada para atender uma ocorrência de briga entre casal, pois uma mulher estaria gritando por socorro em uma kitnet.
No local os policiais se depararam com Maycon ameaçando os vizinhos. Ele ainda teria pego um tijolo e arremessado contra as testemunhas. Na ocasião, os militares pediram que ele parasse, no entanto, ele teria entrado em sua casa e chutado o portão.
Os policiais entraram na kitnet e pediram para que ele parasse, mas ele teria ido até a cozinha, pego uma faca e uma garrafa de vidro para ameaças os militares. Ainda dentro do cômodo, Maycon teria tentado ferir um dos agentes que revidou com um tiro que lhe atingiu o coração, culminando na sua morte.
Em 2023, o promotor Vinícius Gahyva denunciou Thiago e seu parceiro, Maicon Lino, pelo homicídio. Na denúncia, narrou o promotor que os militares executaram a vítima em desvalor à vida humana e promoveram uma teatralização na preservação da vida do ofendido ao deixarem de preservar o local da execução.
“A conduta do denunciando de conduzir a vítima ao nosocômio, sem a preservação do local do evento para efeitos de perícia, além de afrontar a regulamentação administrativa (Portaria nº 03/CORREGPM/QCG/PMMT), determinante da utilização do serviço de atendimento móvel de urgência (SAMU) ou Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros, é indicativa de teatralização na preservação da vida do ofendido”.
Diante disso, o órgão acusador pediu que ambos sejam condenados por homicídio qualificado que sejam submetidos ao Júri Popular. Ainda não há uma sentença de pronúncia, mas eles passarão por audiência de instrução e julgamento no dia 7 de maio.

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