Mauro nega ataque à Janaina e reforça que perda automática de terra a desmatadores não é novidade: ‘barulho à toa’

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), negou ter direcionado ataques à deputada estadual Janaina Riva (MDB) em um vídeo publicado no Instagram, no qual rebate informações sobre um pedido de “perda automática” de terras. Mendes afirmou que políticos que divulgaram essa interpretação seriam “malandros” e estariam em busca de votos.

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A polêmica teve início após o governo estadual ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a legalidade da expropriação de terras pertencentes a condenados por desmatamento ilegal. A medida gerou reação de parlamentares, incluindo Janaina Riva e Gilberto Cattani (PL), que criticaram a iniciativa.
Em conversa com a imprensa nesta terça-feira (25), Mendes afirmou que “pessoas estão fazendo barulho à toa” sobre o pedido ao STF. Ele ressaltou que defende a desapropriação desde 2022 e que a medida visa proteger a maioria dos produtores rurais que atuam de forma legal.
“Senhores, eu falei isso, mas isso não é novidade, não. Já falei isso há dois anos, já falei isso várias vezes. As pessoas estão fazendo barulho à toa. Essa ideia não é nova não”, declarou.
O pedido do governo estadual ao STF solicita o reconhecimento da constitucionalidade da expropriação, sem indenização, de propriedades rurais onde houver desmatamento ilegal. A proposta é destinar essas áreas para fins de interesse coletivo, como reforma agrária, habitação popular ou conservação ambiental, em analogia às regras já existentes para terras usadas no plantio de substâncias psicotrópicas ou onde haja trabalho análogo à escravidão.
Após a reação negativa de parte do setor produtivo, Mendes publicou um vídeo reiterando que não há um pedido de “perda automática” das terras. No entanto, a declaração sobre “políticos malandros” foi interpretada por Janaina Riva como um ataque indireto. A deputada manifestou preocupação com a postura do governador diante de críticas.
Questionado se não aceita opiniões divergentes, Mendes rebateu: “Eu falei o nome dela? Por que ela se sentiu [atacada]?”. E completou: “Eu não citei o nome de ninguém. Eu falei de políticos malandros. Tem ou não tem políticos malandros nesse país?”.

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