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Em entrevista nesta quinta-feira (27), ela classificou a medida como “excesso” e afirmou que o Estado já apresentou todos os esclarecimentos técnicos no processo judicial. “Parece mais uma intervenção na gestão do que necessariamente uma proteção para o meio ambiente”, disse.
O MP alega irregularidades na execução do projeto, como a ampliação não autorizada da pista — de 4 para 7 metros — e a retirada de pedras sem aval dos órgãos ambientais, disse a chefe da pasta. Mauren reconheceu que a empresa responsável foi autuada por antecipação de etapas, mas garantiu que as correções estão em andamento e serão apresentadas à Justiça.
“A meu ver nós estamos diretamente diante de um fato de excesso por parte do Ministério Público e de alguns membros da sociedade”, disse a secretária, comparando o projeto a parques como o da Tijuca (RJ) e o de Iguaçu (PR). “Que tipo de unidade de conservação vocês querem visitar? Aquelas que têm acessibilidade, que te garantem segurança, que te permitem fazer contemplação, que tenha banheiro, que tenha lanchonete, etc. É tudo isso que nós vamos visitar para fora”.
Ela disse que o projeto de recuperação para essa área já está apresentado e que ela será revitalizada. A obra hoje está suspensa por ordem da Sema, porque, segundo Mauren, a pasta entendeu que medidas corretivas têm que ser estabelecidas.
“Elas já foram apresentadas e, tão logo sejam aprovadas tanto o PRAD quanto o reordenamento das trilhas, a licença será restabelecida com os parâmetros corretos, e a obra poderá continuar. Mas hoje nós já estamos na análise de todos os projetos corretivos que foram apresentados pela Sinfra”.
“As fotos que nós demonstramos e vamos mostrar na ação judicial vão mostrar claramente a vocês que, assim como acontece em qualquer obra, no momento da intervenção, você tem uma situação que é diferente do momento da concretização da obra. Ao final, o que nós queremos para o Parque Morro de Santo Antônio? Que nós tenhamos uma estrutura menor, é óbvio, porque não é igual ao Morro da Tijuca, mas que seja tão bonita quanto o Morro da Tijuca”.
No entanto, segundo Mauren, “existe todo tipo de resistência quando a ideia é implementar isso no Mato Grosso, todo tipo de resistência acontece”. Ela ainda fez críticas aos governos anteriores, afirmando que nunca deram continuidade às obras de revitalização no local.
“O morro ficou mais de 16 anos sem nenhuma gestão fazer nada. Foi na gestão do Governador Mauro Mendes que o plano de manejo foi implementado, que o projeto para as obras de visitação foram realizadas e que as obras iniciaram”.
Ela disse que o projeto de recuperação para essa área já está apresentado e que ela será revitalizada. A ideia, diz ela, é valorizar culturalmente ao mesmo tempo em que vai garantir as peregrinações religiosas.
“Lá no topo do morro, não em cima, mas no médio, nós vamos ter um obelisco que vai permitir todas as peregrinações, mas com segurança. E também vamos ter a pista hard, que é para aqueles que efetivamente querem continuar fazendo um esforço adicional, porque tem muita peregrinação que é penitência”.

Mauren acusa MP de excesso em ação contra obras no Morro de Santo Antônio: “parece mais intervenção na gestão”
A chefe número 1 da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Mauren Lazzaretti, criticou a ação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) que acionou a Justiça para barrar as obras de revitalização realizadas pelo governo do Estado no Morro de Santo Antônio, em Santo Antônio de Leverger (35 km de Cuiabá).
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