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Conforme Lazzaretti, o investimento no planejamento deste ano aumentou 68% em relação a 2024 – total de R$ 125 milhões, com foco principal em medidas preventivas. “É extremamente relevante que possamos aprimorar a capacidade de prevenir os eventos, principalmente de incêndios florestais”, afirmou.
A secretária também ressaltou a participação do estado na formulação de novas normas para o uso controlado do fogo. Mato Grosso contribuiu com a Resolução 02/2025 do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que entra em vigor na próxima segunda-feira (31). “Vamos discutir a regulamentação a nível estadual, com a participação de todos os atores envolvidos”, disse.
No campo da fiscalização e repressão, a gestora destacou o trabalho conjunto entre a Secretaria de Meio Ambiente, o Corpo de Bombeiros, o Batalhão Ambiental da Polícia Militar e outros órgãos de segurança. “Nosso objetivo não é responsabilizar quem não comete o crime, mas identificar adequadamente os infratores para garantir uma ação pedagógica eficaz”, enfatizou.
Entre as iniciativas estruturais para reforçar o combate aos incêndios no Pantanal, está a reforma do Centro Integrado do Pantanal (CIPAM), localizado no quilômetro 1 da Transpantaneira. A instalação abrigará equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Secretaria de Meio Ambiente, permitindo uma resposta mais rápida a ocorrências ambientais.
Outra obra em fase avançada é o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETRAS), em Cuiabá, projetado para ser o maior hospital veterinário de fauna silvestre das Américas, com mais de 4 mil metros quadrados de estrutura.
O plano apresentado por Mato Grosso ao Supremo Tribunal Federal (STF) também recebeu reconhecimento por sua abordagem estratégica, que integra medidas preventivas, repressivas e de responsabilização ambiental. Segundo a secretária, a proposta também foi discutida em reunião com o Governo Federal e estados vizinhos, visando otimizar a distribuição de recursos e evitar sobreposição de ações.
Apesar dos avanços, Lazzaretti reforçou que os desafios climáticos de 2025 exigem atenção redobrada. “As condições climáticas apontam que ainda teremos um ano difícil, do ponto de vista da escassez hídrica e de altas temperaturas, principalmente no Pantanal. Mas nosso planejamento também está muito melhor do que nos anos anteriores, o que nos permitirá dar uma resposta diferenciada”, concluiu.

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A secretária estadual de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que Mato Grosso ainda deve enfrentar um ano desafiador devido à escassez hídrica e às altas temperaturas, especialmente na região do Pantanal. Apesar disso, destacou que o planejamento do estado para o combate a incêndios e desmatamento ilegal está mais estruturado do que nos anos anteriores. A declaração foi dada nesta quinta-feira (27) durante o lançamento do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais para 2025.
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