Líder de Abilio espera reprovação das contas de Emanuel para evitar que ex-prefeito retorne à política

O vereador Dilemário Alencar (União), líder do prefeito Abilio Brunini (PL) na Câmara de Cuiabá, afirmou que espera que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) emita parecer pela reprovação das contas de gestão do último ano do mandato do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). O parlamentar destacou um rombo de quase meio bilhão de reais nas contas do ex-gestor como motivo para a eventual rejeição.

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“Eu tenho esperança de que as contas do Emanuel Pinheiro sejam reprovadas em 2024. Também sem empenho, e aí a chamada fratura exposta quando você estuda a contabilidade, porque com a publicação do balanço do exercício de 2024, você vê um rombo em despesas não empenhadas na ordem de quase meio bilhão de reais”, disse.
“Foram R$ 472 bilhões que a gestão de Emanuel Pinheiro gastou sem fazer o devido empenho, ou seja, ele gastou além da LOA do orçamento que foi aprovado por esta Câmara. Ele fez esse gasto de quase meio bilhão sem autorização deste parlamento. Então isso é uma fratura exposta na contabilidade”, acrescentou.
O vereador enfatizou que, caso as contas sejam reprovadas pelo TCE e posteriormente pelo Legislativo municipal, o ex-prefeito poderá se tornar inelegível pelos próximos oito anos.
Essa possibilidade pode impactar diretamente as eleições de 2026, uma vez que nos bastidores se comenta que Emanuel Pinheiro cogita disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
O histórico de contas reprovadas já faz parte do cenário político do ex-prefeito. Inicialmente, as contas de governo de 2022 foram reprovadas pelo TCE devido ao aumento da dívida consolidada líquida, que alcançou R$ 1,25 bilhão.
Entretanto, Pinheiro conseguiu reverter a decisão ao apresentar um recurso, alegando que o endividamento foi impactado por gastos emergenciais com saúde durante a pandemia, bem como pela falta de cofinanciamento do Governo do Estado, que deixou de repassar mais de R$ 202 milhões entre 2019 e 2022.
Diante dos argumentos apresentados, o conselheiro do TCE, Valter Albano, reconsiderou o parecer inicial e recomendou a aprovação das contas com ressalvas, posição que foi confirmada pela Câmara na Legislatura passada, já que a base do emedebista era maioria no parlamento.

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