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O conglomerado inclui a Globaltask Tecnologia e Gestão S.A, Piauí Conectado S.A, SPE Piauí Conectado S.A, Bao Bing Infraestrutura de Redes S.A, H. Tell Telecom Soluções em TI S.A e H Print Reprografia e Automação de Escritório Ltda. A medida foi concedida em ordem proferida no último dia 20.
O pedido de recuperação judicial foi ajuizado no ano passado, motivado por dificuldades financeiras decorrentes de um impasse contratual com o Governo do Piauí.
O grupo alegou que mesmo cumprindo suas obrigações no projeto “Piauí Conectado” — que visa expandir a infraestrutura digital no estado —, sofreu uma redução de 65% nos repasses mensais desde março de 2023. Mesmo após obter uma decisão favorável, em que determinou o restabelecimento dos pagamentos e a quitação dos valores em atraso, o governo estadual recorreu ao Judiciário e conseguiu suspender seus efeitos.
Inadimplente, o Grupo passou a sofrer queda na receita e viu sua sustentabilidade financeira comprometida. O relatório de constatação prévia anexado ao processo confirmou que as empresas preenchem os critérios exigidos para a recuperação judicial, incluindo a regularidade das atividades há mais de dois anos e a inexistência de falência ou recuperação judicial anterior nos últimos cinco anos.
Examinando o pedido, o magistrado constatou que o conglomerado cumpriu todos os requisitos para sua concessão. Com isso, o Grupo HPAR poderá reorganizar suas atividades e renegociar dívidas sob supervisão judicial, buscando garantir sua continuidade. A decisão determinou a suspensão das execuções contra as empresas e a apresentação de um plano de recuperação, que deverá ser submetido à aprovação dos credores.
Em 2014, uma das empresas do grupo entrou em recuperação na capital: a HPrint, declarando passivo superior aos R$ 9 milhões. O processo encerrou e agora, onze anos depois, integra o conglomerado que adentrou na nova recuperação.

Conglomerado tecnológico culpa governo e entra em recuperação por R$ 19 milhões em dívidas
O juiz Márcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, deferiu a recuperação do Grupo HPAR, conglomerado formado por seis empresas de tecnologia instituídas na capital mato-grossense e no Piauí. Após onze anos do primeiro processo de soerguimento, o Grupo agora buscou o socorro judicial para renegociar dívidas de R$ 19 milhões com os credores.
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