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Com letras de teor sexual, show do DJ Kuririn no Arraiá do Liceu Cuiabano gera críticas nas redes: ‘festa junina ou baile?’
A festa, ocorrida na última sexta-feira (27), gerou polêmica após vídeos viralizarem nas redes sociais mostrando o DJ tocando músicas de funk com letras de conotação sexual, o que gerou reações divididas entre pais e internautas. O evento, tradicional no calendário escolar, também contou com apresentações culturais como siriri e venda proibida de bebidas alcoólicas.
Para Daniel Monteiro, é preciso separar responsabilidades. “Não é a Seduc que organiza esse tipo de festa, são os gestores das escolas. Se os pais estavam cientes ou não, eu não sei. Mas assisti ao vídeo e fiquei surpreso. Certamente não é o tipo de música mais adequada para um ambiente escolar com menores de idade”, afirmou o vereador.
Apesar disso, ele defendeu o diretor da escola, Lucas, destacando seu perfil acadêmico. “É um doutor em geografia, um intelectual raro na rede com apenas 30 anos. Equívocos acontecem. Se for o caso, que se dê uma advertência, se converse e bola para frente”, sugeriu.
Monteiro também criticou o tom de parte das reações ao caso. “Já tem gente falando em tirar o diretor. Por causa de um erro? Por uma festa? Acho radical. Se ele estiver fazendo uma boa gestão, como acredito que está do ponto de vista pedagógico, é preciso avaliar o todo”, reforçou.
A apresentação do DJ Kuririn, conhecido nacionalmente pela “ritmada cuiabana”, dividiu opiniões. Enquanto alguns classificaram a festa como “baile funk disfarçado de festa junina”, outros saíram em defesa do evento e da pluralidade musical. Em resposta a críticas, o DJ chegou a comentar nas redes: “É os dois”, ao ser questionado se o evento era festa junina ou baile.

Daniel Monteiro reprova funk em festa do Liceu, mas defende diretor: ‘Não é caso para demissão’
O presidente da Comissão de Educação, vereador Daniel Monteiro (Republicanos), criticou nesta terça-feira (1º) a escolha musical na festa junina realizada pela Escola Estadual Liceu Cuiabano, em Cuiabá, que incluiu show do DJ Kuririn, com músicas de cunho sexual. Apesar das críticas, o parlamentar ponderou que o episódio não deve resultar em punições severas ao gestor da unidade e defendeu diálogo: “Talvez tenha sido um equívoco, mas tirar o diretor por isso seria radical”.
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