Maluf cita economia de 30% em compras e pede que Abilio reconsidere saída da capital de consórcio

O conselheiro do Tribunal de Contas (TCE-MT), Guilherme Maluf, declarou nesta segunda-feira (30) que espera uma reconsideração do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), quanto à decisão de retirar a capital do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Cuiabá (CISVARC). O consórcio reúne 12 municípios da Baixada Cuiabana e tem como objetivo realizar compras conjuntas de medicamentos e insumos para a rede pública.

Leia também
Vinhaes diz que distribuidoras só cumprem lei e alerta para impacto de decisões do Congresso na tarifa da energia

Segundo Maluf, o funcionamento eficaz do consórcio depende da participação de municípios com maior poder de compra, como é o caso de Cuiabá e Várzea Grande. “O consórcio só tem sentido se você tiver compras em grande volume. Cuiabá e Várzea Grande, em tese, seriam os que comprariam mais no consórcio da Baixada Cuiabana. Por isso defendo a permanência de Cuiabá”, afirmou o conselheiro, em entrevista à imprensa.
Maluf destacou que a participação da capital é estratégica para garantir benefícios aos municípios menores. “O grande realmente acaba puxando e favorecendo os pequenos. Mas temos que ter o espírito público de um poder ajudar o outro”, disse. Ele afirmou que pretende conversar diretamente com o prefeito Abilio Brunini para solicitar o retorno de Cuiabá ao consórcio.
Ainda durante a entrevista, o conselheiro pontuou a necessidade de uma regulamentação uniforme entre os consórcios intermunicipais de saúde e reforçou a importância da transparência nas licitações. “Eles estão avançando sobre questões de gestão, não só de políticas de compra de medicamentos. E para isso, precisam dar transparência na forma como estão fazendo essas licitações”, defendeu.
Maluf também mencionou que, segundo informações prestadas ao TCE, houve uma economia de aproximadamente 30% na primeira compra realizada pelos consórcios neste ano. “Esse é um ganho importante. Sei que esse ganho pode até avançar, mas já é expressivo.”
Na semana passada, Abilio negou ter tentado formar um consórcio apenas com prefeitos do Partido Liberal (PL), após anunciar a retirada de Cuiabá do CISVARC por suposta falta de transparência. Na ocasião, o prefeito cogitou criar um novo consórcio, liderado por Cuiabá em parceria com Várzea Grande e Rondonópolis — também governadas por gestores do PL. A proposta, no entanto, foi inicialmente rejeitada pelo prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira.
Abilio voltou a tratar do tema recentemente e afirmou que a intenção não era promover um alinhamento partidário, mas que a coincidência se deu pelo fato de os três prefeitos serem do mesmo partido.

Fonte


Publicado

em

por

Tags: