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“Desgasta, lógico que desgasta. O BRT desgasta, a obra de Chapada desgasta. Qualquer obra que não avance, que não destrave, que atrapalhe, desgasta quem está no comando. E com certeza a obra de Chapada desgasta, sim, o governador, o BRT desgasta”, afirmou.
Ele ainda ponderou que Mauro tem tempo hábil para retomar os projetos e entregar as intervenções dentro de sua gestão, o que pode reverter parte do prejuízo político.
“São obras que precisam avançar e ele precisa concluir nesse espaço de tempo que ele tem enquanto governador. Eu acho que ele vai conseguir executar as duas obras”, completou.
Sobre a situação dos hospitais regionais, outra frente de críticas ao governo, Max fez uma defesa ao Executivo e apontou responsabilidade das empresas contratadas.
“Os hospitais estão avançando. Infelizmente, tem empresas e empresas. Tem algumas que pegam e terminam muito mais rápido. A empresa, se eu não me engano, de Tangará da Serra, começou por último e já está terminando. Outras começaram primeiro e não avançaram muito. Então, isso aí não dá para a gente responsabilizar o governo”, disse.
O deputado diferenciou os tipos de obra e criticou decisões técnicas que atrasaram os projetos do BRT e de Chapada, enquanto defendeu que nos casos hospitalares o problema é de execução contratual.
“Eu acredito que é diferente de uma obra igual à do BRT, igual à da Chapada, que algumas decisões, talvez não bem avaliadas, estão atrapalhando. Agora, os hospitais não foram licitados e as empresas que realmente não estão dando conta de entregar no prazo que deveriam e que se comprometeram. O Estado tem que multar, tem que cobrar, tem que executar contrato”, reforçou.
A obra no Portão do Inferno sofreu alterações no projeto original e agora prevê a construção de um túnel, considerada uma solução mais duradoura e segura. A previsão é que a licitação seja lançada em agosto. Já o projeto do BRT, que deveria ter sido entregue em 2024, enfrenta relicitações e redefinições de trechos, com parte das vias ainda sem obras iniciadas.

Max aponta desgaste de Mauro com obras do BRT e Portão do Inferno e diz que cenário pode afetar projeto ao Senado
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), avaliou que os problemas enfrentados nas obras do BRT e na região do Portão do Inferno, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, têm desgastado a imagem do governador Mauro Mendes (União) e podem comprometer seus planos políticos para 2026, quando deve disputar uma vaga ao Senado Federal.
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