A Polícia Civil revelou novos detalhes sobre o caso do adolescente de 14 anos, de Itaperuna (RJ), que confessou ter matado os pais e o irmão de 3 anos com a ajuda da namorada, de 15, moradora de Água Boa, a 736 km de Cuiabá, com quem mantinha um relacionamento virtual há seis anos.
As investigações apontam que o casal tratava os familiares como se fossem personagens de jogos violentos. “A frieza das conversas entre eles assusta até mesmo policiais experientes”, disse o delegado Matheus Soares Augusto, da Delegacia de Água Boa, que apoia a Polícia Civil do Rio de Janeiro na apuração.

Segundo a polícia, o motivo do triplo homicídio foi a proibição dos pais em permitir que o garoto viajasse até Mato Grosso para encontrar a namorada.
A adolescente, de acordo com os investigadores, não só incentivou como também orientou o crime em tempo real. Em um dos áudios, o garoto diz: “Matei meu pai”. Ela responde: “Agora atira nela”, referindo-se à mãe.
Os corpos de Inaila Teixeira, 37, Antônio Carlos Teixeira, 45, e do irmão, de 3 anos, foram encontrados em uma cisterna na casa da família, dias após o crime, após o desaparecimento ser comunicado pela avó.
A investigação também revelou que o casal planejava assassinar os pais da garota em Mato Grosso, quando finalmente se encontrassem. Eles conversavam sobre formas de ocultar corpos e simular acidentes, além de cogitarem alimentar porcos com os restos mortais.
Vítimas tratadas como personagens de jogos
Apesar de não jogarem diretamente o game que inspirava o comportamento, os adolescentes consumiam vídeos no YouTube sobre um jogo online violento e proibido em alguns países, onde irmãos em um relacionamento doentio cometem crimes brutais.
Os dois se conheceram por meio de uma plataforma de jogos aos 8 e 9 anos e mantinham contato constante desde então.
A jovem foi apreendida em Água Boa e transferida para Cuiabá, onde está à disposição da Justiça em unidade do sistema socioeducativo da capital. O garoto segue apreendido, respondendo por triplo homicídio e ocultação de cadáver.