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Segundo ele, os medicamentos ainda não foram oficialmente incluídos no rol do Sistema Único de Saúde (SUS) para essa finalidade.
“Medicamentos como o Mounjaro e outros similares não foram criados necessariamente para tratar obesidade, mas sim para o controle da diabetes. Porém, têm mostrado efeitos muito vantajosos para a perda de peso. O Estado está analisando, com profundidade, o custo-benefício desses medicamentos”, afirmou.
A análise está sendo conduzida dentro do contexto do programa estadual Fila Zero, que visa acelerar cirurgias eletivas, incluindo as bariátricas, procedimento que pode custar cerca de R$ 40 mil por paciente à rede pública. A ideia é avaliar se o uso dos medicamentos pode, no médio prazo, reduzir a necessidade da cirurgia e gerar economia para os cofres públicos.
“Se o medicamento for capaz de evitar que o paciente chegue a uma condição clínica que exija a bariátrica, é um ganho. Mas é preciso cautela. Esses medicamentos ainda não foram incorporados pelo Ministério da Saúde ao SUS. Se vierem a ser, possivelmente será com recursos do governo estadual”, acrescentou.
Debate
A discussão sobre o uso do Mounjaro ganhou força após a vereadora Michelly Alencar (União) anunciar o envio de R$ 1,2 milhão em emendas para um programa piloto em Cuiabá, voltado a pacientes com obesidade grau 2 e 3. O prefeito Abilio Brunini (PL) declarou apoio à proposta e prometeu ampliar o valor para R$ 2,4 milhões, com a meta de atender até mil pessoas.

Assim como Cuiabá, estado estuda uso de Mounjaro e Ozempic para controle de peso; secretário prega cautela
O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, confirmou que o governo estuda a possibilidade de incorporar medicamentos como Mounjaro e Ozempic no tratamento de pacientes com obesidade, mas alertou que a discussão precisa ser feita com responsabilidade, levando em conta aspectos técnicos e financeiros.
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