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A reportagem, publicada no mês passado, cita 14 deputados estaduais, além de um prefeito e um secretário de Estado, como alvos de uma apuração da Polícia Civil que investiga desvios na execução de emendas durante o período eleitoral. O conteúdo divulgado teria como base o relatório da Controladoria-Geral do Estado (CGE), o que foi negado pelo próprio controlador.
Citado na reportagem como autor de uma emenda de R$ 10 milhões, Avallone isentou a CGE a respeito de seu caso e disse que o órgão comprovou, na reunião, que esse valor não consta no relatório da Controladoria.
“Foi criada uma emenda de 10 milhões, que nunca existiu, um número da emenda, falando de 25 mil kits que nunca foram comprados, que nunca existiram. Colocando nas minhas costas e fazendo uma difamação a nível nacional. Então, isso precisava ser resgatado. Ainda falta uma parte, que eu quero saber como foi criado”, disparou.
O deputado afirmou que tem sido uma dos “mais prejudicados” com a divulgação da matéria e disse que vai até o fim para descobrir de onde partiu o vazamento. Segundo ele, um relatório com “tamanha mentira” desmoraliza os parlamentares e o parlamento. “Isso não é coisa da democracia, é coisa de autoritarismo. Vazar coisas mentirosas, coisas que não são verdadeiras e que denigrem a imagem de alguém”.
“Se não foi criado pela Controladoria, e não foi, eles mostraram o relatório citado pela delegada e lá não está dizendo que tem emenda minha. Então, portanto, há um erro de outro lugar, que não é de lá [CGE], não foi da controladoria no meu caso. Então, eu quero descobrir onde foi, por isso eu quero saber do vazamento, eu quero entender tudo”, continuou.
De acordo com Avallone, durante a reunião foram apresentadas provas de que a emenda nunca existiu. Ele afirmou que a suposta emenda de R$ 10 milhões citada no relatório é identificada como emenda 263, mas na verdade essa emenda é de R$ 133 mil, destinada pelo deputado Lúdio Cabral (PT) à Secretaria de Esportes, Cultura e Lazer (Secel).
“O relatório existe, mas não fala nada de emenda minha de R$ 10 milhões, não fala nada da emenda 263, não fala nada. Então, foi criado dentro da delegacia. A delegacia criou uma emenda para mim de R$ 10 milhões, criou um número de emenda de 263”, contou.
“A prova foi dita aqui. Eu estou acusando a delegacia, não sei se é a delegada, não sei quem passou a informação para ela, eu não sei o que foi. Tá no relatório dela que é de segredo de justiça. Se é segredo de justiça, por que esse relatório tá na imprensa e tá em todo lugar? Se vazou, ótimo, não tem problema. A imprensa tem direito de fazer as fontes delas e buscar”, explicou.

Avallone não vê erro da CGE e questiona Deccor: ‘a delegacia criou uma emenda para mim de R$ 10 milhões’
O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) voltou a criticar a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) sobre o vazamento de um relatório sigiloso que embasou uma reportagem do portal UOL, apontando suposto esquema de irregularidades na destinação de emendas parlamentares para compra de kits agrícolas. A fala ocorreu logo após a reunião com o controlador-geral do Estado, Paulo Farias.
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