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Durante reunião com o controlador-geral do Estado, Paulo Farias, o presidente da Assembleia, Max Russi (PSB), e o deputado Carlos Avallone (PSDB) exigiram uma investigação sobre como o documento, que corria sob segredo de Justiça, foi parar nas mãos da imprensa.
A reportagem, publicada no mês passado, cita 14 deputados estaduais, além de um prefeito e um secretário de Estado, como alvos de uma apuração da Polícia Civil que investiga desvios na execução de emendas durante o período eleitoral. O conteúdo divulgado teria como base o relatório da Controladoria-Geral do Estado (CGE), o que foi negado pelo próprio controlador.
“Isso parece um roteiro de filme: pegam um relatório sob segredo de Justiça, misturam com informações atribuídas à CGE que não constam nos documentos, e soltam para a mídia nacional como se fosse verdade. Isso destrói histórias, reputações, e ninguém tem oportunidade de se defender”, criticou o presidente da Assembleia.
“Queremos uma resposta oficial. A Assembleia exige que o governador determine a apuração do vazamento dessas informações. Isso saiu em uma mídia nacional, com base em dados que o próprio auditor afirmou não estarem nos relatórios da CGE. Não podemos aceitar que informações falsas destruam a reputação de parlamentares”, completou.
Principal alvo da denúncia, o deputado Carlos Avallone rechaçou a informação de que teria destinado R$ 10 milhões em emendas para compra de 25 mil kits de ferramentas agrícolas. Ele afirmou que nunca indicou recursos nesse montante, nem para esse fim, e apontou inconsistências entre o conteúdo da reportagem e os dados oficiais do sistema de execução orçamentária do Estado, o Fiplan.
“Isso é uma calúnia. Nenhuma das minhas emendas chega perto desse valor. É gravíssimo que um relatório que corre em segredo de Justiça esteja sendo usado para propagar informações mentirosas, que atingem minha imagem e de outros deputados. Quero que o governador determine à Deccor que investigue como esse documento foi parar na imprensa”, declarou.
Avallone ainda reforçou que os relatórios da CGE, segundo o controlador Paulo Farias, não citam nomes de parlamentares nem números de emendas.
“Usaram o nome da CGE como origem de um relatório falso. Isso não pode passar impune. Estão tentando transformar uma mentira em verdade para destruir reputações”, completou.
Em resposta, o controlador-geral Paulo Farias foi enfático ao afirmar que os relatórios da Controladoria não trazem qualquer identificação de deputados.
“A CGE não investiga parlamentares. Nosso trabalho se concentrou na análise da relação entre a Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf) e a organização da sociedade civil contratada, a Pronatur. Em nenhum momento identificamos emendas, valores ou autores”, explicou.

CGE nega citação de deputados e Russi exige que Mauro investigue vazamento de relatório policial sobre suposto esquema com emendas
Deputados estaduais cobraram nesta quarta-feira (25) uma resposta do governador Mauro Mendes (União) sobre o vazamento de um relatório sigiloso que embasou uma reportagem do portal UOL, apontando suposto esquema de irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
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