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“Não dá para entender como um órgão ambiental brasileiro demorou quase 15 anos para licenciar uma mina de potássio no Amazonas que pode suprir praticamente 50% do potássio que o Brasil consome”, afirmou Mendes nesta segunda-feira (24), ao comentar os impactos do possível fechamento do canal logístico entre Irã e Israel.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de exportação de petróleo e fertilizantes para o Brasil. Em resposta ao apoio ocidental a Israel, o parlamento iraniano aprovou uma proposta para fechamento do estreito, que ainda precisa de aval do líder supremo, Aiatolá Ali Khamenei. O cenário elevou a preocupação com o fornecimento de insumos para o agronegócio brasileiro.
A mina de potássio em Autazes, operada pela empresa Potássio do Brasil, aguarda desde 2010 a autorização para iniciar a exploração. O projeto já recebeu aval do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), mas depende do licenciamento final do Ibama por envolver áreas com presença indígena. O governo federal afirma que o processo precisa respeitar condicionantes legais, como a consulta prévia às comunidades afetadas.
Para Mendes, a demora compromete a autonomia do setor produtivo nacional e expõe o país a riscos externos. O governador defende que o licenciamento ambiental não pode se tornar um fator de bloqueio ao abastecimento de insumos estratégicos.

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Às sombras de um possível fechamento do Estreito de Ormuz devido às tensões no Oriente Médio, o governador Mauro Mendes (União) avalia que apesar de o Brasil ter alternativas diferentes para importar fertilizantes, o impacto sobre o agronegócio seria menor se o Ibama não tivesse demorado para liberar o licenciamento da mina de potássio em Autazes (AM).
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