Durante Fórum em Lisboa, Mauro relaciona produção de alimentos em Mato Grosso à paz mundial

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou nesta quarta-feira (2) que a produção de alimentos tem papel estratégico para a segurança alimentar global e pode contribuir para a manutenção da paz mundial. A declaração foi feita durante participação no XIII Fórum de Lisboa, em Portugal, no painel “Agronegócio e segurança alimentar global: desafios para cooperação”.

Leia também
Lula aplaude agro, chama Bolsonaro de ‘frouxo’ e diz a produtores rurais que ‘nunca vai pedir PIX e anistia’
Diante de um público formado por juristas, políticos e empresários de países da Europa e do Brasil, Mauro argumentou que o Estado, maior produtor agrícola do país, exerce função relevante ao atender parte da demanda internacional por alimentos. Ele destacou que Mato Grosso mantém cerca de 60% do território preservado.
“Produzir alimentos e garantir a segurança alimentar é uma forma de garantir a própria paz do planeta. Quem conhece história sabe que a falta de alimentos já motivou guerras e atrocidades. Hoje, a paz mundial está diretamente ligada a essa questão”, afirmou.
Mauro também defendeu que o Brasil — e em especial Mato Grosso — tem potencial para expandir sua produção sem comprometer o meio ambiente, desde que enfrente entraves logísticos e burocráticos. Ele citou como exemplo a necessidade de investimentos em infraestrutura.
“Temos que adotar medidas para melhorar a logística e a competitividade. Em Mato Grosso, mil quilômetros de rodovias estão sendo asfaltados por ano, o que, segundo ele, configura o maior programa de infraestrutura rodoviária estadual em execução no país.”
Durante o discurso, o governador voltou a criticar o que chamou de “hipocrisia” em relação ao licenciamento ambiental e apontou como exemplo o caso da mina de potássio em Autazes (AM), que, segundo ele, poderia suprir metade da demanda de fertilizantes de Mato Grosso, mas está há 15 anos aguardando autorização para operar.
“Isso não é sério. Nenhum país trata uma atividade econômica tão estratégica dessa forma. Não dá para sermos um país de primeiro mundo enquanto leis e marcos legais permitem que temas relevantes sejam tratados com tamanha demora”, declarou.
(Com informações da assessoria)

Fonte


Publicado

em

por

Tags: