Medeiros admite público menor em ato pró-Bolsonaro, mas diz que apoio popular permanece robusto

O deputado federal José Medeiros (PL-MT) reconheceu, nesta segunda-feira (30), que o ato em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizado no domingo (29), na Avenida Paulista, teve público menor do que manifestações anteriores. Apesar disso, afirmou que a mobilização confirma que o ex-presidente segue com forte respaldo popular.

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“Teve menos público do que em outras manifestações, né? Mas o fato é que Bolsonaro ainda continua com o apoio da população”, declarou Medeiros, ao comentar a presença de apoiadores em São Paulo. “Fiquei contente com o público que tinha lá. Muito cheio. A Paulista estava amarelada.”
O parlamentar também criticou interpretações sobre a baixa adesão ao ato e afirmou que há tentativas de deslegitimar manifestações ligadas ao bolsonarismo. “Se colocar um milhão de pessoas lá, vão dizer que tinha 10 mil e que estava esvaziada. Tiraram foto do helicóptero no início do ato e saíram dizendo que não tinha ninguém.”
A manifestação reuniu cerca de 12,4 mil pessoas no horário de pico, às 15h40, segundo estimativa do grupo “Monitor do Debate Político”, do Cebrap, em parceria com a ONG More in Common. A pesquisa, coordenada pelos professores Pablo Ortellado e Márcio Moretto, da USP, tem margem de erro de 1,5 mil pessoas.
O público representou cerca de um terço do registrado no ato de 6 de abril, quando Bolsonaro havia se tornado réu no STF e buscava pressionar pela aprovação do PL da Anistia — naquela ocasião, o grupo estimou 44,9 mil pessoas. A maior mobilização pró-Bolsonaro medida pela equipe da USP continua sendo a de 24 de fevereiro de 2024, com 185 mil participantes.
Medeiros argumentou ainda que o movimento conservador vai além da figura de Bolsonaro e que parte do sistema político e do Judiciário não compreendeu a base popular do grupo. “O projeto não é o Bolsonaro. Ele foi quem foi escolhido. Essas pessoas que estão nas ruas dão o tom. E o que está acontecendo é a criminalização de quem pensa diferente.”
O ato realizado na Avenida Paulista teve início por volta das 14h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), e contou com discursos em defesa da anistia aos investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, além de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante sua fala, Bolsonaro voltou a negar tentativa de golpe e afirmou que, com maioria no Congresso, seria possível “mudar o destino do Brasil”, mesmo sem ocupar a Presidência da República. “Me deem isso que eu mudo o destino do Brasil. E digo mais: nem preciso ser presidente”, disse, em referência ao apoio nas eleições de 2026. Inelegível até 2030, Bolsonaro permanece como presidente de honra do Partido Liberal.

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