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“Fala para mim o que ele [o Ministério dos Povos Indígenas] faz, além de arrumar confusão. O Ministério das Mulheres, para que existe sem orçamento? É só um cabide de emprego. Isso não pode”, afirmou.
Buzetti também criticou os custos de viagens realizadas por membros do Congresso Nacional e afirmou não utilizar recursos públicos para deslocamentos. “Tem senador que faz 10, 11 viagens por ano com custo do Senado. Eu vou, eu pago a minha passagem.”
As declarações foram dadas no contexto de um debate mais amplo sobre os gastos públicos, a política fiscal do Executivo e a proposta de taxação dos super-ricos defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nas redes sociais, o governo federal e parlamentares da base têm intensificado uma campanha que destaca a desigualdade tributária no país, com frases como “Congresso inimigo do povo” e peças publicitárias que contrapõem a elite econômica à população de baixa renda.
Para a senadora, a comunicação adotada pelo governo é ultrapassada e divisiva. “Ridícula. É um nós contra eles. Como ele [Lula] sempre fez, é dizer assim: o rico explora o pobre, como se o empresário explorasse o pobre. Isso é uma campanha de 2002. Parou no tempo”, disse.
Margareth também questionou a proposta de tributação sobre dividendos, afirmando que esse tipo de medida penaliza empresários. “Você já paga tudo, daí depois você vai fazer o dividendo da empresa, vai pagar de novo. Eu não acho certo”, declarou. Ela ponderou, no entanto, que a classe média e empresas de médio porte são atualmente as mais pressionadas pelo sistema tributário.
“A média empresa está apertada de um jeito, porque o pequeno tem isenções, o grande tem a engenharia [tributária] e o médio fica no meio, exprimido de tudo que é jeito”, avaliou. Questionada sobre a possibilidade de taxação de rendimentos a partir de R$ 1 milhão anuais, disse que o valor é expressivo, mas que representa uma minoria. “São poucos que ganham isso.”
Buzetti também comentou a recente queda de braço entre Executivo e Legislativo em torno do aumento do IOF. O decreto de Lula que elevava as alíquotas do imposto foi derrubado pelo Congresso e, nesta sexta-feira (5), teve seus efeitos suspensos por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes marcou uma audiência de conciliação entre os Poderes para o dia 15 de julho, em Brasília.
Para a senadora, o governo federal precisa encontrar formas de cortar despesas, em vez de recorrer ao aumento de impostos. “Nós temos vários ministérios que não servem para nada”, disse. Ela também criticou a condução política do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “Ele manda [projetos], depois volta atrás, depois manda de novo. É medida provisória para lá, medida provisória para cá. Isso não pode acontecer.”
Segundo Margareth, a relação entre Executivo e Legislativo hoje se baseia na barganha. “O Congresso barganhando com o Executivo e o Executivo barganhando com o Legislativo. Isso é muito ruim”, concluiu.

Buzetti defende extinção do Ministério dos Povos Indígenas e critica campanha de Lula sobre ricos e pobres
A senadora Margareth Buzetti (PSD) defendeu a necessidade de o governo federal cortar gastos públicos, com foco na extinção de pastas que, segundo ela, não possuem orçamento efetivo ou funcionalidade. Durante entrevista à imprensa, a parlamentar citou como exemplo o Ministério dos Povos Indígenas, comandado por Sonia Guajajara, e o Ministério das Mulheres.
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