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O decreto foi publicado na edição do Diário Oficial da Assembleia que circulou nesta segunda-feira (7), após ter sido rejeitado na CCJR, com voto contrário do relator e líder do governo, deputado Dilmar Dal Bosco (União). A medida atinge diretamente o Convênio nº 030/2022/SEPLAG/MT, firmado pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), que autorizava a empresa a operar consignações vinculadas ao cartão de crédito consignado conhecido como “MTCard”.
A decisão do Legislativo foi baseada em uma série de denúncias feitas por sindicatos que representam servidores públicos, apontando supostas práticas abusivas, fraudulentas e ilegais cometidas pela empresa.
Entre as irregularidades citadas estão a ausência de cartão físico, operações travestidas de “tele saques”, ausência de contratos, distorções entre valores contratados e valores liberados, além da cobrança de parcelas desproporcionais. Relatórios indicam que mais de 12 mil servidores podem ter sido lesados.
Mesmo após o parecer da CCJR, que considerou a matéria prejudicada devido à aprovação da Lei nº 12.933/2025 — norma que revogou antigos contratos e estabeleceu novas regras para as operações de crédito, Max Russi, junto aos deputados Wilson Santos (PSD) e Júlio Campos (União), autor e coautor da proposta, decidiu promulgar o decreto em defesa dos servidores.
O decreto suspende todos os efeitos do convênio com a Capital Consig, inclusive os descontos em folha ainda em vigor, até que o governo conclua auditoria sobre os contratos e adote medidas efetivas contra as irregularidades denunciadas.
A Seplag, em nota, afirmou anteriormente que suspendeu novas operações da empresa, mas reconheceu que os descontos referentes a contratos antigos permanecem ativos. Já o líder de Mauro na Assembleia argumenta que a nova legislação é suficiente para impedir novos abusos e exige revalidação completa das autorizações para operação de crédito consignado em Mato Grosso.

Mesmo com parecer contrário, Max promulga decreto que suspende convênio com empresa de crédito consignado
Mesmo com parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), liderada por deputados da base do governador Mauro Mendes (União), o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), promulgou um decreto que susta os efeitos do convênio firmado entre o governo e a empresa Capital Consig Sociedade de Crédito Direto S.A., autorizada a realizar descontos em folha de pagamento de servidores públicos estaduais.
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