Pivetta diz que tentam “inverter a situação” para confundir opinião pública: “quem fez errado não fui eu”

O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que há uma tentativa deliberada de inverter os fatos para confundir a opinião pública em relação a possíveis desvios de recursos públicos destinados à Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), investigados na Operação Suserano, que resultou na demissão do então secretário Luluca Ribeiro (MDB) em setembro de 2024. Para ele, os envolvidos estão tentando desviar o foco e criar ruído político.

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“Então, o problema não sou eu, o problema é quem fez as coisas erradas. Eu não fiz nada errado, fiz minha obrigação, ok? Quem fez a coisa errada é que está tentando fazer essa confusão toda para confundir a opinião pública”, afirmou Pivetta, em entrevista ao Olhar Direto.
Sem citar nomes, ele falou sobre o esforço de setores envolvidos para inverter os papéis. “Então, o que está se falando aí é tempestade em copo d’água, é tentar inverter a situação, tentar achar culpado onde não existe culpado”, completou.
As falas de Pivetta se referem à repercussão da Operação Suserano, deflagrada em setembro de 2024 pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), com base em relatórios produzidos pela Controladoria-Geral do Estado. A investigação apura um esquema de sobrepreço na compra de kits agrícolas com emendas parlamentares.
A crise política se intensificou após o vazamento do relatório da Deccor para o Ministério Público, que apontava o envolvimento de 14 deputados e ex-deputados estaduais. A publicação do documento por um veículo de imprensa nacional gerou forte reação na Assembleia Legislativa, que convocou o controlador-geral Paulo Nazareth e cobrou do governador Mauro Mendes (União) uma apuração sobre o vazamento.
Pivetta, por sua vez, sustenta desde o início que apenas cumpriu seu dever como gestor público. “Se vier notícia de algo errado em qualquer área do Estado, eu vou fazer o que eu fiz naquela vez, sem nenhuma culpa, sem nenhum problema”, disse em declarações anteriores.
Apesar do frisson político, o governador em exercício afirma que sua relação com os deputados permanece sólida e que as críticas são parte da tentativa de desviar o foco. “Os deputados todos me conhecem, muitos deles são meus amigos. As relações continuam inabaladas”, afirmou.

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