Após escândalo, Max sai em defesa de emendas e cobra responsabilidade no debate público: ‘não é privilégio’

Após o escândalo envolvendo o suposto desvio de recursos por meio de emendas parlamentares, revelado em reportagem do portal UOL, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), publicou um artigo defendendo o uso responsável e transparente desse tipo de instrumento orçamentário.

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Na publicação, intitulada “Emendas parlamentares: a política a serviço do cidadão”, Russi destaca que, apesar de mal compreendidas pela população, as emendas são uma das ferramentas mais eficazes para fazer com que a política pública chegue diretamente às comunidades. Segundo ele, quando utilizadas com responsabilidade, elas representam um compromisso real com a melhoria da vida das pessoas.
“As emendas são instrumentos que permitem a vereadores, deputados e senadores direcionar parte do orçamento público para ações específicas que atendam as pessoas nas suas regiões. Não é privilégio, é uma ferramenta legítima para corrigir desigualdades e levar dignidade para onde o Estado nem sempre chega com eficiência”, escreveu.
A defesa pública ocorre em meio à repercussão da Operação Suserano, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), que investiga um suposto esquema de desvio de R$ 28 milhões por meio de emendas parlamentares. Segundo o UOL, 14 deputados estaduais, além de um prefeito e um secretário de Estado, estariam envolvidos em irregularidades na destinação de recursos para compra de kits agrícolas com sobrepreço de R$ 10,2 milhões. Os parlamentares negam qualquer ilegalidade.
Max não está entre os citados no inquérito, mas cobrou cautela na forma como o tema vem sendo tratado publicamente. Ele lembrou que os recursos das emendas são públicos, mas que sua alocação permite ações concretas, como a compra de ambulâncias, pavimentação de ruas, construção de escolas ou apoio a hospitais e entidades filantrópicas.
“Muitas vezes, a população sequer sabe que aquele novo posto de saúde foi construído com recursos de uma emenda parlamentar. A diferença é que, com a emenda, o dinheiro ganha destino certo, transparente, gerando resultados”, destacou.
Russi também reforçou que o papel do parlamentar é identificar as necessidades reais das comunidades e direcionar recursos com base em critérios técnicos e sociais. No entanto, afirmou que a execução das emendas cabe ao Poder Executivo, e não aos deputados.
“A emenda é uma ação política do parlamentar, o pagamento e a execução da obra ou de qualquer ação são responsabilidades do Executivo. A política só faz sentido quando melhora a vida das pessoas.”
A matéria do UOL cita os deputados Eduardo Botelho (União), Juca do Guaraná (MDB), Cláudio Ferreira (PL), Doutor João (MDB), Alan Kardec (PSB), Fabio Tardin (PSB), Júlio Campos (União), Faissal Calil (PL), Ondanir Bortolini (PSD), Dr. Eugênio (PSB), Wilson Santos (PSD), Thiago Silva (MDB), Dilmar Dal Bosco (União) e Carlos Avallone (PSDB), além de Diego Guimarães (Republicanos), citado no inquérito, mas não como autor de emendas.
A Polícia Civil aponta que os recursos foram repassados a um instituto contratado pela Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), que, por sua vez, teria comprado kits agrícolas com valores acima do mercado.

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