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O comparecimento de Emanuel ocorre em meio a diversos apontamentos já levantados pela CPI sobre possíveis irregularidades no contrato da Parceria Público-Privada (PPP), como a fiança dada pela Prefeitura para um empréstimo da empresa junto ao FCO, o aumento gradativo do valor da contraprestação mensal paga pelo Município, que pode chegar a quase R$ 2 milhões por mês a partir de 2030, e a vinculação do contrato à construção do Mercado Municipal Miguel Sutil.
Durante os trabalhos, a CPI também identificou dúvidas quanto às vantagens do contrato para os cofres públicos e levantou questionamentos sobre o modelo de gestão adotado na parceria. Segundo os vereadores, a arrecadação do estacionamento é centralizada em uma conta da Prefeitura, que então repassa os valores à CS Mobi. A CPI já ouviu ex-secretários, fiscais de contrato e representantes da empresa.
O depoimento do ex-prefeito pode esclarecer o contexto da assinatura do contrato, firmado ainda na sua gestão, além dos critérios adotados para a escolha da empresa e os termos da concessão. A expectativa é de que a fala de Emanuel ajude a fechar o relatório final da comissão, que foi prorrogada por mais 120 dias, mas deve apresentar as conclusões ainda em julho.
A CPI é presidida pelo vereador Rafael Ranalli (PL), e tem como membros os vereadores Dilemário Alencar (União Brasil) e Maysa Leão (Republicanos). O relatório final deve apontar se houve irregularidades e recomendar eventuais medidas legais ou administrativas a serem adotadas pelo Legislativo e pelo Ministério Público.

Emanuel vai à Câmara esclarecer contrato com CS Mobi em depoimento à CPI do estacionamento rotativo
O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), presta depoimento nesta segunda-feira (7) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o contrato firmado entre o Município e a empresa CS Mobi, responsável pelo estacionamento rotativo da capital. A oitiva estava marcada para 14h, na Câmara Municipal, e é considerada uma das mais esperadas desde a instauração da comissão.
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