Pivetta afirma ter força para construir aliança ampla para 2026 e admite conversas em andamento com partidos aliados

O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que tem força política e capilaridade para formar uma aliança ampla nas eleições de 2026, independentemente do tamanho do seu partido. Em entrevista ao Olhar Direto, ele admitiu que tem conversado com siglas do campo de centro-direita e garante contar com apoio consolidado entre prefeitos de diferentes partidos.

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“Há muito tempo, no Brasil, existe esse pluripartidarismo e nenhum governador se elege por causa do seu partido. Ou faz uma coligação ampla e tem o apoio de muitos partidos e muitos atores, ou não consegue chegar. Eu tenho tranquilidade porque nós estamos construindo e temos capacidade de construir uma aliança ampla com importantes partidos que têm atores políticos que vão nos ajudar nessa caminhada”, declarou ao Olhar Direto.
Vice de Mauro Mendes (União Brasil) desde 2019, Pivetta tem sido o principal nome articulado como sucessor dentro da base aliada. Mesmo com o Republicanos tendo apenas 12 dos 142 prefeitos do Estado (os números são completados com mais 23 vice-prefeitos e 169 vereadores), o governador em exercício minimiza a importância da filiação formal. Segundo ele, o que conta é o histórico de parceria política.
“Nós conhecemos e trabalhamos com todos os prefeitos do estado de Mato Grosso. Para mim, não tem muita diferença eles estarem no Republicanos ou estarem em qualquer um desses partidos da base. Desde o início do governo, isso já são quase sete anos, sempre tratamos os municípios de maneira respeitosa e atendemos todos nas suas necessidades básicas. Então, eu não vejo que é um problema termos poucos prefeitos, porque nós temos relacionamento e temos uma relação consolidada com todos os prefeitos, ou com quase todos”, disse.
Pivetta reforçou que mantém conversas abertas com lideranças de partidos aliados, mas evitou antecipar acordos. “Tenho, tenho sim, tenho falado bastante com praticamente todos os partidos de centro-direita. As conversas estão boas. Eu acho que o processo político-eleitoral tem que começar próximo ao pleito. É muito difícil, um ano e meio antes das eleições, você fechar acordos, apertar a mão. Estamos conversando com todos.”
A fala ocorre no momento em que a base governista começa a se movimentar para definir os palanques de 2026. Com Mauro Mendes pré-candidato ao Senado, Pivetta deve disputar o Governo do Estado, mas disputa espaço político na direita com o bolsonarismo, que tem hoje o senador Wellington Fagundes (PL) como pré-candidato ao governo.

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