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“A gente não tem preocupações em relação às eleições do ano que vem. Principalmente eu, que estou à frente da prefeitura de Cuiabá, meu foco é a gestão. Vou deixar o ano que vem para mais para frente. Não posso deixar qualquer relação com os outros entes federados por causa de uma eleição”, declarou o prefeito, ao reforçar que seguirá mantendo diálogo institucional com o governo estadual, independentemente do processo eleitoral.
Apesar de evitar antecipar posicionamentos políticos, Abilio revelou que chegou a convidar pessoalmente Pivetta para se filiar ao PL, mas reconhece que essa eventual mudança de legenda exigiria articulação com outras lideranças da sigla. “Eu gostaria [de caminhar com Pivetta], fiz até um convite para ele se filiar ao PL. Ele está avaliando, tem o tempo dele pra isso. Mas o PL tem um pré-candidato: Wellington Fagundes. Não vou tratar de nenhum jogo contrário ao nosso pré-candidato. Para entrar no PL, teria que resolver essas questões, conversar com todo mundo. Foi um convite meu, não do PL. Conversei com Ananias [Filho, presidente regional do PL]”, completou.
As declarações ocorrem um dia após o jantar político realizado na chácara da Bom Futuro, que consolidou Pivetta como pré-candidato do grupo governista liderado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil). O encontro teve presença de lideranças como o ex-ministro Blairo Maggi (PL), o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), o ex-senador Cidinho Santos (PP), o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, além de deputados estaduais, federais e integrantes do primeiro escalão do governo.
No mesmo contexto, o deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), um dos principais articuladores da pré-campanha de Pivetta, defendeu publicamente a aliança com Abilio e afirmou acreditar no recuo de Wellington Fagundes em favor do vice-governador. Diego também declarou que “nenhum outro nome” fora do grupo político atual teria condições de dar continuidade ao modelo de gestão adotado desde 2019.
Abilio, no entanto, reforçou que qualquer movimento político futuro dependerá do debate interno no PL e que não haverá articulações isoladas que desconsiderem o posicionamento da legenda. A fala do prefeito sinaliza que, embora não haja um rompimento entre ele e a base governista, sua atuação política seguirá condicionada às decisões partidárias, especialmente diante da pré-candidatura de Wellington Fagundes.
A possível reconfiguração de alianças envolvendo Republicanos, PL e União Brasil está entre os temas centrais do processo sucessório em Mato Grosso. Os movimentos dos principais líderes — como Mauro Mendes, Pivetta, Wellington e Abilio — tendem a moldar o desenho da disputa eleitoral de 2026 nos próximos meses.

Abilio revela convite para Pivetta se filiar ao PL, mas diz que não atuará contra Wellington
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta quarta-feira (9) que mantém boa relação com o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e vê com naturalidade sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso, mas ponderou que não irá atuar politicamente contra o projeto do próprio partido, que tem o senador Wellington Fagundes (PL) como pré-candidato à sucessão do Palácio Paiaguás em 2026.
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