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A declaração foi feita na quinta-feira (26), durante sessão da Câmara de Vereadores, convocada para esclarecer denúncias envolvendo suposto superfaturamento na compra de medicamentos pela atual gestão.
O caso ganhou destaque após vereadores da oposição ao prefeito Abilio Brunini (PL) apontarem indícios de irregularidade no processo de aquisição do medicamento, cujo preço médio no mercado gira em torno de R$ 1,90 para a apresentação de 10 ml.
“Minha pauta aqui é bem específica: é a polêmica da dipirona de R$ 7,34. Parece clichê, mas foi um erro material. Hoje nós trabalhamos na Empresa Cuiabana com mais de 90 processos em andamento. Um erro de digitação é humano e passível de acontecer”, disse a diretora.
Durante sua fala, Thania explicou que o equívoco ocorreu no momento de registrar a ordem de serviço e que o valor incorreto corresponde, na verdade, a outro item listado na planilha de preços do Pregão nº 004, da Secretaria Adjunta de Execução e Qualidade.
“Infelizmente, puxamos o valor do item 164, que está em R$ 7,34, sendo que o item logo abaixo era o da dipirona. Esse foi o erro cometido pela administração. A nota fiscal já foi corrigida e será inserida no sistema”, informou.
Ela também apresentou aos vereadores a documentação referente ao pregão em questão, reforçando que os pagamentos são feitos com base em preços públicos e que não houve sobrepreço.
“Eu trouxe uma planilha com os valores do pregão 004, que usamos como base para indenizatórios e para evitar qualquer tipo de superfaturamento. O valor real da dipirona é R$ 1,18”, enfatizou.
A diretora ressaltou que a saúde pública municipal ainda enfrenta um período crítico, com déficit de medicamentos e insumos, e que fornecedores só estão aceitando novos pedidos mediante negociação de dívidas antigas.
“Estamos em um momento crítico, com farmácias vazias. Precisamos de medicamentos com urgência, mas muitos fornecedores condicionam o envio à quitação de débitos passados. O financeiro é único e precisa ser dividido. Se olharmos apenas para o retrovisor, não conseguimos gerir o presente”, comentou.
Além de Thania Zanette, a secretária municipal de Saúde, Lúcia Helena, também participou da sessão. Ambas foram chamadas para prestar esclarecimentos após o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) intensificar a fiscalização sobre a rede municipal e apontar a ausência de ao menos 25% dos medicamentos essenciais nas farmácias públicas da capital.

Diretora da Empresa Cuiabana afirma que valor de dipirona a R$ 7,34 foi erro de digitação: nota já foi corrigida
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Thania Zanette, afirmou que o registro no pregão de uma dipirona por R$ 7,34 no sistema da prefeitura foi resultado de um erro material de digitação, e que o valor real da compra foi de R$ 1,18.
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