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A fala ocorreu após uma reunião no Palácio Paiaguás que contou com a presença do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e do chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, embora tenha afirmado que o assunto não foi discutido no encontro.
“O governo de Mato Grosso é um governo técnico a produzir bons resultados. A gente não politiza decisões que devem ser técnicas. Decisões tomadas com viés político são daqueles que estão interessados em ganhar ‘votinho’, eu estou interessado em fazer o que é melhor”, disse Mauro ao lado de Abilio, que defende a manutenção dos serviços da Santa Casa e que já até sugeriu que o governo compre o prédio e doe para a prefeitura.
“Os serviços da Santa Casa, eu já disse várias vezes, todos eles serão ampliados e levados para alguma unidade no Estado de Mato Grosso e aquele prédio, ele pode ser encontrado uma solução e é isso que nós estamos trabalhando, para encontrar uma solução tecnicamente melhor”, continuou.
Questionado se futuramente poderá participar de encontros com a presença de entes e poderes, como, por exemplo, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para tratar do imbróglio, o governador destacou que o TRT é o dono do prédio e que o órgão não discute saúde pública.
“A política pública de saúde é uma responsabilidade do governo do Estado, do governo municipal e é sempre bem-vindo a todos os atores que estão ligados. O TRT, ele é o dono do prédio e ele pode vender aquilo como provavelmente ele vai fazer para pagar a dívida trabalhista e nós podemos ter interesse até em comprar”, finalizou.
Reunião no TRT
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, convocou para a tarde desta quinta-feira (10) uma reunião com a presidente do TRT, desembargadora Adenir Carruesco, para tratar da situação da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.
O encontro contará com a presença do vice-governador do Estado, Otaviano Pivetta, e do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. O objetivo, diz, é discutir alternativas que evitem o fechamento da Santa Casa.
Segundo Sérgio Ricardo, a Santa Casa é um patrimônio de Cuiabá e não pode ser descartada sem que haja uma solução concreta para garantir o atendimento à população.
O Complexo Santa Casa
Avaliado em cerca de R$ 78 milhões, o complexo da Santa Casa será vendido para dar continuidade à execução trabalhista que envolve 860 processos e uma dívida inicial superior a R$ 50 milhões. Após o procedimento de unir todas as execuções na CAEX, 384 processos já foram quitados com o pagamento de cerca de R$ 7,3 milhões, enquanto outros 476 processos ainda aguardam pagamento, somando cerca de R$ 43,7 milhões.
A avaliação servirá como parâmetro para a venda do imóvel, cujo valor efetivo dependerá das ofertas feitas pelos interessados, observadas as condições previstas no edital que ainda será publicado. Por ser um prédio que possui a fachada principal tombada, a legislação estabelece a preferência para a União, o Estado e o Município, os quais também serão cientificados da alienação.
Desde que o Governo do Estado assumiu as instalações da Santa Casa, em maio de 2019, por meio de uma requisição administrativa, a estrutura passou a funcionar como unidade estadual de saúde. Desde então, o Executivo estadual já repassou cerca de R$ 26 milhões pelo uso do prédio, valor utilizado para quitar parte dos salários atrasados e outras verbas devidas aos ex-empregados.

Governador afirma que decisão final sobre Santa Casa será baseada em análise técnica e não em busca de ‘votinhos’
Três dias após afirmar que fechará a Santa Casa e transferirá os serviços de lá para o novo Hospital Central, o governador Mauro Mendes (UNIÃO) voltou a comentar sobre o tema nesta quinta-feira (10) e disse que a decisão final será baseada em evidências técnicas.
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