Pivetta vê disputa ideológica e questiona tarifaço anunciado por Trump: ‘MT escapa, em parte, mas não é legal’

O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) criticou o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a criação de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil.

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Para Pivetta, além de não ser legal, a medida tem motivações ideológicas e não contribui para o desenvolvimento de nenhuma das nações envolvidas.
“Mato Grosso escapa, em parte, dessa história. Mas não é legal o que está acontecendo. Eu vejo isso como uma disputa ideológica”, afirmou o vice-governador nesta quinta-feira (10).
Pivetta reforçou que a polarização política, tanto no Brasil quanto no cenário internacional, tem desviado o foco do que realmente importa: melhorar a qualidade de vida da população.
“Infelizmente, o que deveria ser prioridade, o serviço público de qualidade, um Estado que atenda bem o cidadão, está sendo deixado de lado. A disputa virou uma questão de ego, de ideologia, de apoio a A, B ou C, que nada tem a ver com a nossa vida real”, pontuou.
Questionado sobre a possibilidade de a medida impactar politicamente o grupo de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Pivetta evitou personalizar a crítica.
“Eu não posso culpar nem A, nem B. Eles [o clã Bolsonaro] não defenderam isso. Eu não vou emitir opinião sobre isso”, respondeu.
O vice-governador demonstrou preocupação maior com a situação econômica interna do país, especialmente com o aumento da pobreza e a elevada carga tributária, que segundo ele impede o crescimento econômico.
“Eu estou muito preocupado com a pobreza no Brasil, com a carga tributária que sufoca os investimentos e condena milhões à estagnação. O Estado precisa ser protagonista, oferecendo oportunidades reais de educação, saúde, para que as pessoas possam ser verdadeiramente livres”, disse.
Pivetta defendeu que o Brasil adote uma postura mais pragmática e menos combativa na política externa, focando em cooperação e desenvolvimento.
“O Brasil não tem nada que ficar brigando com outros países. Disputas ideológicas, como apoiar o Irã ou outros conflitos que não nos dizem respeito diretamente, não levam a lugar nenhum. No setor público, temos que fazer o nosso melhor com retidão, gastar bem o dinheiro público e fazer mais com menos. Isso é o básico, é o simples e o correto”, declarou.

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