Ex-assessor parlamentar pega 10 anos por assassinato de músico

Após mais de 12 anos do crime, o Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Cuiabá condenou nesta sexta-feira (11) dois homens envolvidos na morte do músico Thiago Festa Figueiredo, ocorrida em 2012.

O júri popular teve início às 9h da quinta-feira (10) e só foi encerrado na madrugada de sexta, por volta da 1h. Os réus Kleber Ferraz Albuês, ex-policial civil e ex-assessor parlamentar, e o técnico de informática Hueder Marcos de Almeida foram responsabilizados por crimes que envolvem sequestro, homicídio e ocultação de cadáver.

O músico Thiago Festa foi assassinado em dezembro de 2011 e teve o corpo ocultado em Cuiabá. Foto: arquivo pessoal.
O músico Thiago Festa foi assassinado em dezembro de 2011 e teve o corpo ocultado em Cuiabá. Foto: arquivo pessoal.

Kleber Albuês foi condenado a 9 anos e 11 meses de prisão em regime fechado, além do pagamento de 12 dias-multa, pelos crimes de homicídio simples, falsidade ideológica e sequestro. Já Hueder Marcos foi sentenciado a 1 ano de detenção em regime aberto, por homicídio culposo.

O assassinato ocorreu em uma clínica de reabilitação de propriedade da mãe do policial, para onde a vítima foi levada à força depois de ter sido abordado em uma blitz quando estava acompanhado de um amigo. Mesmo sem autorização da família de Thiago, o policial teria o forçado, sob ameaça com arma, a ir até a clínica de sua propriedade.

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Na clínica, Thiago foi dopado contra a vontade com um coquetel de medicamentos controlados, apelidado de “danone”. A vítima teria avisado que era alérgica, mas mesmo assim Kleber e Hueder teriam insistido. Thiago morreu horas depois, trancado no chamado “quarto da disciplina”.

Na época, o corpo do músico foi encontrado às margens de uma rodovia, e, segundo o MP, a cena foi encoberta como se tratasse apenas de um encontro de cadáver, com registro forjado por Kleber.

O caso ainda envolveu tentativa de fraude processual com o registro de boletim de ocorrência com informações falsas.

A sessão foi conduzida pelo juiz Lawrence Pereira Midon, magistrado cooperador do programa Mais Júri.

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