Mauro afirma que nunca mudou sobre apoio a Pivetta e avalia como ‘possível’ aliança com o PL

Na primeira entrevista após o jantar que selou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta para o Palácio Paiaguás em 2026, o governador Mauro Mendes (UNIÃO) reafirmou sua escolha e disse que nunca pensou algo diferente disso. 

Leia também
Após grupo de Mendes ‘fechar’ com Pivetta, Abilio lembra vitória sobre aliados do governador em 2024: ‘estamos eleitos’

O nome de Pivetta foi chancelado em um jantar na chácara da Bom Futuro, na terça (8) à noite, com a presença do próprio Mauro, do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), do empresário Cidinho Santos (PP) e do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira.
Mendes explicou que o objetivo do encontro foi recepcionar o dirigente partidário e que, inevitavelmente, acabaram entrando em questões políticas. Nesse meio tempo, conta que foi questionado sobre seu apoio para o pleito do próximo ano e respondeu que estava “fechado” com Pivetta. 
“Perguntaram para mim se o meu apoio para 2026 era com o Pivetta. E, como eu sempre disse, nunca mudei, eu nunca dei nenhuma declaração pública ou até mesmo privada de que isso tinha mudado. E eu reafirmei que o meu apoio é o Otaviano Pivetta para, eventualmente, disputar o Palácio no próximo ano”, contou em entrevista no Palácio Paiaguás.  
Ainda na conversa com os jornalistas, Mendes também foi questionado se o ato pró-Pivetta é uma sinalização de que não haverá uma composição com o PL, que tem como pré-candidato o senador Wellington Fagundes. 
Em sua resposta, disse que não vê motivos para “descartar” e nem haver “precipitações” nas discussões envolvendo as eleições de 2026. Mauro pregou respeito a candidatura do liberal. Em 2022, o governador Mauro Mendes foi reeleito numa coligação com Fagundes.
Agora, o chefe do Executivo é cotado para concorrer ao senado no próximo ano, quando duas vagas por estado estarão em disputa. 
“O senador Wellington está colocando uma candidatura, tem muito tempo, eu tenho evitado falar muito do cenário de 2026, porque nós estamos em 2025”, disse, reforçando o apoio a Pivetta como preferência pessoal, e não como presidente do diretório estadual do União Brasil. 
Nesse contexto, ele não descartou uma composição com o PL, citando que seu grupo é próximo do partido liberal. Essa aproximação ficou mais evidente em dois episódios recentes. 
O primeiro, quando ele decidiu apoiar a candidatura de Abilio Brunini (PL) à prefeitura de Cuiabá no segundo turno. E mais recentemente, no início deste ano, momento em que ele compareceu à manifestação de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pela anistia dos condenados dos atos golpistas de 8 de janeiro. 
“A nível de conjectura, está muito cedo [para se discutir 2026]. Tudo é possível dentro de um viés de proximidade. E o PL é um partido próximo de nós, foi parceiro em 2022 e pode ser parceiro em 2026, mas hoje o meu candidato – eu não estou falando não do União Brasil, porque não houve essa decisão dentro do partido, já deixei isso claro muitas vezes – ao governo de Mato Grosso, hoje, é o senhor Otaviano Pimenta”, finalizou.  
 

 

Fonte


Publicado

em

por

Tags: