A Justiça decretou a prisão preventiva do empresário Idirley Alves Pacheco, neste domingo (13). Ele é suspeito de matar o ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Everton Pereira Fagundes da Conceição, de 45 anos, em Cuiabá.
A decisão foi expedida a pedido da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações do caso. Idirley segue foragido e qualquer informação sobre o paradeiro dele pode ser repassada de forma anônima.

Crime foi premeditado, segundo a polícia
O homicídio ocorreu na noite de quinta-feira (10), no bairro Bom Clima. De acordo com o delegado Rogério Gomes Rocha, as investigações apontam que o crime foi premeditado. Everton e o suspeito eram amigos, e Idirley teria se aproveitado da relação de confiança para atrair a vítima a uma emboscada.
O empresário pediu para que Everton dirigisse sua caminhonete Amarok até um local não revelado, sob o pretexto de guardar o veículo. Durante o trajeto, Idirley sacou uma arma, ordenou que o ex-jogador parasse o carro e passou para o banco de trás, mantendo uma arma apontada para a cabeça da vítima enquanto indicava o caminho a ser seguido.
Ainda dentro do veículo, o suspeito efetuou vários disparos contra Everton, atingindo-o pelo menos três vezes. A caminhonete ficou desgovernada e colidiu com uma picape F350. Policiais militares que passavam pela região testemunharam o acidente e encontraram a vítima já ferida na cabeça. O Samu foi acionado e confirmou a morte no local.
Uma testemunha que conduzia a F350 afirmou ter visto o passageiro da Amarok atirar contra o motorista e, em seguida, pular do veículo em movimento antes de fugir em outro carro.

Motivação seria passional
Pouco depois do crime, uma mulher procurou a delegacia e afirmou que o ex-marido, Idirley, havia sequestrado Everton. A polícia investiga a possibilidade de que o assassinato tenha sido motivado por ciúmes, já que o suspeito desconfiava que a vítima estivesse envolvida com sua ex-esposa, de quem está separado há mais de seis meses.
O caso é tratado como homicídio qualificado.
