Abilio diz que vai cortar de outro setor para pagar recesso a professores e cobra ‘ajuda’ de vereadores

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que irá se reunir com os vereadores nesta semana para discutir alternativas de readequação orçamentária após a decisão de manter o pagamento do adicional de 1/3 de férias sobre os 15 dias de recesso escolar do meio do ano.

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Segundo ele, o gasto extra de R$ 9 milhões não estava previsto no orçamento de 2025 e precisará ser coberto com recursos próprios da prefeitura.
A declaração foi dada após o prefeito retirar de pauta o projeto de lei que previa a mudança no regime desses 15 dias de julho, que passariam a ser apenas recesso, sem incidência de pagamento extra. A proposta, segundo Abilio, tinha o objetivo de corrigir uma distorção herdada da gestão de Emanuel Pinheiro (MDB), que criou a lei, mas nunca a aplicou integralmente.
“Olha, eu preciso passar para eles alguns projetos que vão ter que readequar o orçamento. Nós encaminhamos para a suspensão de um terço de férias para o recesso dos professores. Eles optaram por não fazer. Tudo bem, não tem problema nenhum. Só que esses R$ 9 milhões não estavam previstos no orçamento. Nós vamos ter que prever. Da onde que a gente vai arrancar?”, questionou.
Além do impacto imediato de R$ 9 milhões, Abilio também destacou que a prefeitura terá que lidar com um passivo acumulado de aproximadamente R$ 30 milhões, referentes a ações judiciais de professores cobrando o adicional sobre os recessos de 2020 a 2024. Esse valor, segundo ele, também será inserido no orçamento atual.
“Assim como os R$ 30 milhões do passivo, que é de 2020, 2021, 2022, 2023, 2024, que não foi pago pela gestão anterior a um terço de férias, a gente vai ter que empenhar isso dentro do orçamento. E da onde que a gente vai arrancar? Então, nós vamos bater um papo com os vereadores e falar: ‘olha, temos um problema’. Um problema de orçamento. A LOA não deu vaga”, explicou.
O prefeito também reclamou da ausência de repasses do governo federal para cobrir esse tipo de despesa, afirmando que todo o pagamento será feito com recursos próprios do município.
“O governo federal não manda o recurso para pagar um terço de férias durante o recesso. Esse recurso vai ser 100% desembolsado pelo município. Não tem um centavo do governo federal, nenhum repasse nem para o café da manhã, nem para o material que a gente compra para as crianças, e nem para pagar um terço de férias nesse recesso para os profissionais da Educação”, disse.

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