O coronel reformado do Exército Etevaldo Caçadini, preso desde janeiro de 2024 sob acusação de financiar o assassinato do advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023, teve seu pedido de prisão domiciliar aceito pela Justiça.

A decisão, confirmada pela defesa, nesta terça-feira (15), atende a alegações de que o militar enfrenta graves problemas de saúde incluindo um câncer, lesões articulares e apneia do sono que não estariam sendo tratados adequadamente no sistema prisional.
De acordo com a advogada Sarah Quinetti, a situação médica de Caçadini se agravou durante o período de detenção. Documentos médicos apresentados à Justiça destacam a necessidade de acompanhamento especializado, indisponível na penitenciária onde ele cumpria prisão preventiva.
Em maio, a defesa já havia solicitado a transferência para Belo Horizonte (MG), onde sua família reside e onde supostamente a rede de saúde está preparada para seu quadro.
O crime e as acusações
Caçadini é investigado como parte de um suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), beneficiando grileiros de terras.
O caso ganhou notoriedade após o assassinato de Zampieri, que atuava em ações de reintegração de posse e teria sido morto a mando de envolvidos no esquema. O coronel é apontado pelo Ministério Público como um dos financiadores do crime.
Com a decisão, Caçadini deve ser transferido para Belo Horizonte, onde cumprirá a prisão domiciliar. A medida, no entanto, não encerra o processo: ele continua respondendo às acusações de homicídio qualificado e corrupção.
Confira a versão do coronel Caçadini em relação à morte de Zampieri, de forma cronológica:
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