Vítima da imprudência, a estudante Kamille Fernanda Valente, de apenas 15 anos, se recupera de um grave trauma sofrido no trânsito em Campo Grande. A adolescente perdeu o rim esquerdo após a motocicleta em que ela e a mãe estavam ser atingida por um motorista que avançou a preferencial da Rua Padre João Crippa, no último dia 2 de junho.

Enquanto cuida da filha, a assistente administrativa Jessika Gonçalves Valente Ferreira lida com a frustração de saber que o condutor que causou a colisão saiu impune.
O acidente
O acidente aconteceu por volta das 6h30 da manhã, lembra Jessika. Mãe e filha subiam pela Rua Padre João Crippa quando foram surpreendidas pelo veículo no cruzamento com a Rua Barão do Melgaço.
“Ele ainda permaneceu no local e a todo tempo pedia perdão, mas quando o socorro chegou, ele foi embora e nunca mais tivemos notícia dele.”
Jéssika Gonçalves Valente Ferreira.
O acidente foi destaque até no jornal MS TV 2ª edição, da TV Morena. Assista abaixo.
Com ficou em estado de choque, a assistente administrativa não se recorda sequer do modelo do carro conduzido pelo rapaz. Por conta da batida, mãe e filha sofreram apenas escoriações leves, mas no hospital veio o diagnóstico dos ferimentos internos mais graves na adolescente.
A equipe médica ainda tentou salvar o rim da menina, mas cerca de uma semana depois, Kamille precisou ser submetida a uma cirurgia para retirada do órgão. Foram 21 dias de internação em hospital da capital, boa parte na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
“O ferimento foi grau 4. Minha filha foi três vezes para o centro cirúrgico, mas graças a Deus agora já está em casa, se recuperando.”
Jéssika Gonçalves Valente Ferreira.
O motorista sumiu
Cerca de uma semana após o acidente, o marido de Jessika registrou um boletim de ocorrência com as poucas informações que mãe e filha conseguiam lembrar.
A assistente administrativa desabafa que procura o motorista responsável pelo acidente, ao menos para que ele arque com os prejuízos causados.
Não consegui mandar arrumar a minha motocicleta, porque não tenho condições no momento. Ele pode ter achado que o acidente não foi grave, mas, por irresponsabilidade dele, minha filha perdeu um rim e correu risco de vida.
Jéssika Gonçalves Valente Ferreira.

Jessika ainda tem esperança de que o condutor apareça para ajudar a família. Se o próprio motorista ou quem souber o paradeiro dele quiser entrar em contato com as vítimas, basta enviar mensagem para a redação do Primeira Página pelo número (67) 9 9850-9706.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil e a Polícia Militar para saber se há informações sobre o acidente ou o paradeiro do motociclista e aguarda retorno.