Médica e marido são presos suspeitos de mandar matar amante dela em Sorriso

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (15), a Operação Inimigo Íntimo, para cumprir cinco ordens judiciais contra três suspeitos de envolvimento no homicídio de Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, ocorrido em março deste ano em uma distribuidora de bebidas em Sorriso (MT). Os alvos da ação são o executor do crime, o dono do estabelecimento — apontado como mandante — e a esposa dele, uma médica do município, suspeita de fraude processual para encobrir o assassinato.

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Homicídio em distribuidora era crime passional: casal e executor são investigados. (Foto: PJC)

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Sorriso, o crime foi planejado pelo casal após a descoberta de um relacionamento amoroso entre a médica e a vítima, que era amigo próximo dos dois e frequentava a casa deles sempre que visitava a cidade. O homicídio, inicialmente tratado como resultado de uma briga em bar, foi desmascarado após análise de câmeras de segurança e contradições nos depoimentos.

As imagens revelaram que a vítima foi atraída à distribuidora sob pretexto de um encontro amistoso, mas acabou sendo esfaqueada pelas costas pelo executor contratado, em uma emboscada planejada pelo próprio amigo.

Além do assassinato, a médica é acusada de usar sua posição profissional para entrar no hospital onde a vítima estava internada minutos após a chegada dele, apresentar-se como “amiga” e subtrair o celular da vítima. De posse do aparelho, ela apagou mensagens, imagens e até um vídeo que poderia comprovar a ligação direta entre os envolvidos e o autor do crime, entregando o telefone somente três dias depois à família — já com os dados comprometidos.

A Justiça da 1ª Vara Criminal de Sorriso expediu dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. A Polícia Civil afirma que as investigações continuam para aprofundar a apuração da participação de cada um dos envolvidos.

Segundo o delegado Bruno França, a operação recebeu o nome “Inimigo Íntimo” justamente por retratar o cenário de traição, manipulação e violência praticadas por pessoas do círculo de confiança da vítima.

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